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CIDADES
Quarta-feira, 19 de Dezembro de 2012, 20h:43

ATERRO SANITÁRIO

TAC dá 5 meses para construção

Um Termo Ajustamento de Conduta foi firmado entre a Prefeitura de Várzea Grande e o Ministério Público Estadual (MPE) para garantir a instalação do aterro sanitário no município, implantação da coleta seletiva e aplicação da lei de resíduos sólidos. Caso não cumpra as cláusulas do acordo, o prefeito e secretários municipais terão que arcar com multa diária no valor de um salário mínimo. De acordo com a promotora de Justiça Maria Fernanda Corrêa da Costa, com a assinatura do TAC, foram estabelecidos novos prazos ao município, visando novo local para tratamento e disposição final dos resíduos sólidos urbanos. “A administração municipal informou que foram predefinidas três áreas para a realização de estudo geológico e a definição do local onde será implantado o aterro sanitário de Várzea Grande, sendo que o processo licitatório para a emissão da ordem de serviço, autorizando o início dos estudos, já foi inaugurado", afirmou. No acordo, o município se comprometeu em concluir o Estudo de Impacto Ambiental (EIA/Rima) em um prazo de 150 dias, a partir da conclusão do estudo geológico. Também terá que destinar os materiais recicláveis produzidos pelos órgãos municipais à Associação de Catadores de Materiais Recicláveis da cidade, a partir de 1º de fevereiro de 2013. “Além disso, o município assumiu o compromisso de somente renovar ou conceder os Alvarás de Funcionamento aos empreendimentos privados - comerciais e industriais - se apresentarem o Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos, conferindo a adequada destinação aos resíduos, em cumprimento à Lei Complementar Federal 140/2011”. Segundo a promotora, os resíduos sólidos dos empreendimentos privados deverão ser destinados às organizações de catadores de materiais recicláveis. Caso não haja a possibilidade de recebimento do material, a empresa ficará obrigada a promover a destinação correta dos resíduos, de acordo com a legislação ambiental. “A partir do dia 1º de janeiro de 2013, o município não poderá mais permitir o despejo de resíduos sólidos desses empreendimentos no lixão do município”, informou a promotora. Consta, ainda, no aditivo do TAC que haverá destinação de verba oriunda de processos judiciais ambientais para a conclusão da guarita de controle de acesso ao 'lixão', bem como de uma baia para a seleção dos materiais recicláveis pelos catadores que estejam devidamente cadastrados para adentrarem no local.

Edição EDIÇÃO 16964




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