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CIDADES
Sábado, 06 de Outubro de 2012, 18h:13

Sucesso depende de mudanças alimentares

Dados apresentados pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica mostram que 72 mil cirurgias bariátricas foram realizadas no Brasil este ano. Desse total, 35% foram realizadas usando a técnica de videolaparoscopia. Esta técnica é menos invasiva e consiste na incisão de uma pequena câmera no abdômen do paciente, permitindo que o cirurgião conduza e visualize a cirurgia por meio de um monitor de vídeo. No entanto, o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece, desde 2000, apenas o procedimento aberto, que consiste em uma incisão longa que abre o abdômen, para que o cirurgião tenha acesso. De acordo com a presidente do Conselho Regional de Medicina (CRM), Dalva Alves das Neves, a pessoa tem que estar ciente e muito preparada caso se decida pela cirurgia. Ela ressalta que o conselho não aprova os procedimentos realizados puramente para a cura da diabetes, mas sim para auxiliar no tratamento da obesidade. Dalva, no entanto, explica que não há cura para a obesidade, e que a cirurgia de nada adiante se o paciente não mudar seus hábitos alimentares. “Muitos pacientes voltam a ganhar peso depois da cirurgia porque continuam se alimentando de forma inadequada”, diz. Quanto às complicações, a presidente do CRM aponta para o fato de a pessoa não absorver vários tipos de proteínas ou emagrecer muito, de forma não saudável. Ela ainda alerta para o fato de que alguns pacientes, insatisfeitos por não conseguirem saciar a fome, começam a consumir quantidades nocivas de bebidas alcoólicas, muitas vezes chegando a virar alcoólatra. “Não é uma cirurgia tão simples como todos imaginam. O paciente tem que estar muito bem preparado psicologicamente para conseguir se adaptar”. Nos casos onde o paciente não se acostuma com o novo estilo de vida e alimentação, passam mal e têm outros efeitos colateriais, Dalva diz que a solução seria reverter a cirurgia, caso seja possível. “O essencial é a pessoal mudar seus hábitos. Do contrário, a cirurgia não vai adiantar”, conclui. (SM)

Edição EDIÇÃO 16960




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