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CIDADES
Sábado, 25 de Setembro de 2010, 13h:19

RODOANEL

Solução para desafogar trânsito parada

Apesar de alguns trechos já concluídos e com circulação de motoristas, obras da nova perimetral podem demandar outra licitação por perda de prazos

RENÊ DIÓZ
Da Reportagem
A expectativa dos cuiabanos por obras que realmente façam a diferença em seu trânsito conturbado corre o risco de se tornar uma frustração. Pelo menos no caso do projeto do Rodoanel, que promete servir como uma nova perimetral para a cidade, função que a avenida Miguel Sutil não mais suporta exercer. Paradas há um ano, as obras de R$ 50 milhões podem ter de passar por uma nova licitação. A construção do Rodoanel Contorno Norte-Sul foi anunciada em 2006 como a solução (até o final de 2010) para o trânsito de Cuiabá, especialmente para tirar de circulação no Centro da cidade os veículos pesados de carga. O projeto consiste em quase 40 quilômetros de pistas paralelas ao perímetro urbano de Cuiabá e Várzea Grande. Em Cuiabá, a via sai da região do Coxipó (altura do restaurante Sinuelo) e cruza a zona rural até chegar à rodovia Emanuel Pinheiro (estrada de Cuiabá até Chapada dos Guimarães), passando também a estrada da Guia, a região do Sucuri até cruzar o rio Cuiabá. O projeto começou a ser tocado na forma de convênio entre a Prefeitura de Cuiabá e o Departamento Nacional de Infra-estrutura de Transportes (Dnit), mas foi paralisado com cerca de dez quilômetros pavimentados em setembro do ano passado. Na época, o então titular da Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seminfe), Josué de Souza, informou que precisava dos projetos de duplicação da estrada da Guia (rodovia Helder Cândia) e da rodovia Emanuel Pinheiro para poder projetar as rotatórias dos respectivos cruzamentos com o Rodoanel e, então, dar continuidade às obras. Hoje, a Helder Cândia já tem projeto de duplicação e a Emanuel Pinheiro passa por obras, mas a empreitada do Rodoanel continua estagnada. Segundo o superintendente do Dnit em Mato Grosso, Nilton de Brito, a obra corre o risco de ter de passar por uma nova licitação, caso a prefeitura não preste contas e explique o motivo da paralisação d Rodoanel até o prazo final do convênio com o Dnit, que expira em 14 de outubro. A prefeitura já foi notificada de que o procedimento é necessário para a renovação do convênio federal – incluso no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Com a expiração do prazo final do convênio, uma nova licitação só iria atrasar ainda mais a possibilidade de solução para o trânsito cuiabano. “Pela extensão das obras, não poderia demorar mais de dezoito meses. Está atrasada, está muito atrasada”, comenta Brito. A reportagem procurou a Seminfe, responsável por gerenciar as obras tocadas pela empresa vencedora da licitação, a Conspavi (que também tocava obras do PAC na cidade), mas não obteve respostas por meio da assessoria de imprensa do secretário Euclides Santos. ASFALTO – Enquanto o projeto do Rodoanel corre o risco de se tornar mais uma frustração na estrutura para a cidade, demorando mais do que deveria para sair totalmente do papel, os trechos já conclusos e asfaltados presenciam uma tímida movimentação de veículos. A reportagem esteve numa tarde percorrendo os trechos prontos entre a rodovia Emanuel Pinheiro e a região do Sucuri, por exemplo. Em meia hora, não foram avistados mais que cinco veículos. O melhor trecho está entre a estrada da Guia e a região do Sucuri, com asfalto e sinalização conclusos, exceto numa etapa de aproximadamente 200 metros de ligação entre as duas vias. Pelo menos o asfalto usado em cerca de 10 quilômetros foi aprovado. “É que usaram asfalto usinado no meio, diferente desse que usam no centro da cidade. Se sair, vai ser uma maravilha”, comenta, otimista, o motorista de ônibus Silvério Santana Martins, 53 anos, que passou de moto na pista para conhecer o que um dia poderá usar como perimetral.

Edição EDIÇÃO 16962




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