Apesar das demissões de 23 dos 27 médicos cirurgiões do box de emergência, apenas dois pacientes do Pronto-socorro de Cuiabá (PSC) tiveram de ser transferidos para atendimento na unidade de Várzea Grande, na manhã de ontem. Pelo menos para o início do feriado prolongado, é um panorama mais ameno para a rede pública de Cuiabá do que o caos previsto por conta do movimento demissionário dos médicos. No PSC, a situação foi sustentada devido ao trabalho de dois dos cirurgiões plantonistas metade da equipe para plantões no box, que é de dois médicos estatutários e dois contratados. Como os contratados estão no movimento dos demissionários, os dois cirurgiões estatutários permaneceram ontem no plantão até as 19h. Não há como prever se os dois mantêm o atendimento até amanhã, segundo a Saúde municipal. De qualquer maneira, o PSC pediu apoio do Samu para encaminhar pacientes às policlínicas, caso não sejam graves, e ao Pronto-socorro de Várzea Grande, caso o PSC não suporte a demanda. O movimento de médicos demissionários começou há cerca de duas semanas, devido a uma série de falhas apontadas na gestão da saúde municipal, como recebimentos pífios e quase nenhuma comunicação efetiva com o titular da Pasta, o secretário Luiz Soares, como alegam os médicos. Até o momento, além dos médicos do box de emergência, 44 postos na área de pediatria foram descobertos no PSC. Anestesistas e ortopedistas também estudam aderir ao movimento demissionário. Além disso, os médicos do PSC anunciaram uma paralisação a ser deflagrada na terça-feira para pressionar a Saúde a atender suas reivindicações.