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CIDADES
Quarta-feira, 09 de Fevereiro de 2011, 21h:14

EDUCAÇÃO PÚBLICA

Sistema pode emperrar início de aulas

DHIEGO MAIA
Da Reportagem
O início do ano letivo nas escolas públicas de Mato Grosso está comprometido. É que as matrículas dos novos alunos e a formação de turmas para cada professor assumir as aulas dependem exclusivamente do funcionamento do Sistema Integrado de Gestão Escolar (SigEduca), em operação há três anos. De acordo com o presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Educação Pública de Mato Grosso (Sintep), Gilmar Soares, a ferramenta, em vez de funcional, se tornou um empecilho para as escolas. “Tenho relatos dramáticos de professores que passaram um dia inteiro para inserir dados de apenas um aluno”, reclama Soares. Professores de Poconé, por exemplo, decidiram não abrir as escolas na próxima segunda-feira por conta do sistema e da falta de recursos para início do ano letivo. Ainda segundo Soares, tem escolas que não conseguiram inserir todas as informações referentes ao ano letivo de 2010 e, por isso, não podem dar andamento ao atual período escolar. “Sem concluir o processo de atribuição de aulas dos trabalhadores já efetivos, em função da inoperância do sistema, os novos concursados serão ainda mais prejudicados pelo atraso”, revela o representante do Sintep. Segundo a Secretaria de Estado de Educação (Seduc), até o final da tarde de ontem, de uma população escolar de 430 mil - esperada para efetivar matrícula -, cerca de 380 mil já haviam se matriculado. Ainda segundo a Pasta, o período de matrícula seguirá normalmente ao longo desta semana até as 22h de sexta-feira. Já no sábado, as matrículas poderão ser feitas até as 17h. Ano passado, a reportagem flagrou vários professores preenchendo no sistema as notas dos alunos e também fazendo o mesmo no antigo diário de papel. Na ocasião, muitos professores disseram que o sistema estava instável e as informações postadas poderiam desaparecer sem nenhuma explicação. Em contato com a secretária de Estado de Educação (Seduc), Rosa Neide Sanches de Almeida, ela reconheceu à reportagem a lentidão do sistema. “Mudaram algumas ferramentas no sistema, mas houve falta de informação da área de tecnologia com as escolas”, confirma.

Edição EDIÇÃO 16960




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