CIDADES
Sábado, 03 de Abril de 2010, 13h:19
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Sistema ainda não é unanimidade entre envolvidos
O BRT ainda não é unanimidade entre os principais órgãos que lidam com trânsito em Cuiabá e Mato Grosso. Na opinião de representantes da Associação dos Usuários de Transporte Coletivo de Mato Grosso (Assut), da Agência de Regulação de Serviços Públicos (Ager) e do Crea, a avaliação do sistema oscila entre entusiasmo, crítica e ponderação. Para cidades do porte de Cuiabá, a proposta não poderia ser melhor, segundo a presidente da Ager, Márcia Vandoni. Porque dessa forma não pode continuar. O transporte coletivo tem de ser priorizado, sem sombra de dúvidas, avalia, mesmo sem se aprofundar tecnicamente. Já o representante da Assut, o consultor técnico Jean Van Den Haute, aponta o BRT como uma imposição baratinha da Agecopa que segue na contramão do Plano Diretor Participativo. Ele argumenta que o BRT não chega a ser um sistema de acordo com o que idealiza a legislação para a Grande Cuiabá. O ônibus, mesmo articulado, não é um veículo de grande capacidade e, portanto, não permite reduzir o número de veículos, o que significa que o sistema BRT é ilegal, sentencia. Já o presidente do Crea, Tarciso Bassan, embora animado com o BRT, adverte que, para a implantação em Cuiabá, o problema não está somente nas ruas estreitas e nas curvas. Nós temos que nos preocupar também com a base e a sub-base dos pavimentos. Para garantir a execução das obras com qualidade nesse e outro pontos, Bassan propõe a formação de um grupo de órgãos (Crea, Tribunal de Contas, Advocacia Geral da União e Ministério Público) com autoridade para fiscalizar. Mato Grosso não pode correr o risco de não ter a Copa. Sobre o BRT, a Associação Mato-grossense dos Transportadores Urbanos (MTU) informou que deve se pronunciar a respeito ainda esta semana. A reportagem não conseguiu contatar o Departamento de Trânsito (Detran) para comentar. (RD)