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CIDADES
Quarta-feira, 22 de Junho de 2011, 21h:54

ENSINO PÚBLICO

Sintep diz que vai recorrer de liminar e mantém greve

Os profissionais da Educação do Estado foram notificados ontem de manhã, durante uma vigília que realizavam em frente ao Palácio Paiaguás, sobre a decisão do Tribunal de Justiça que decretou a ilegalidade da greve. O Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Público de Mato Grosso (Sintep) anunciou que irá recorrer da decisão. O movimento paredista iniciou no dia 6 de junho, mas a Justiça determinou, na terça-feira, que, assim que houvesse a notificação, os manifestantes retomassem o trabalho em 72 horas, sob pena de pagamento de multa diária de R$ 50 mil. O protesto em frente ao palácio do governo e nas proximidades do Tribunal de Justiça foi contra o posicionamento do Estado em relação às reivindicações da categoria e, também se voltou contra os magistrados. “Onde está a Justiça para julgar ilegais os repasses feitos à Educação, para decretar que o Estado pague multa por não investir os 35% previstos na Constituição Estadual, ao invés dos 25% investidos atualmente?”, indagou Gilmar Soares, presidente do Sintep. A liminar foi concedida pelo desembargador José Tadeu Cury em favor do governo, sob a alegação de falta de recursos financeiros para o atendimento das reivindicações. O principal pleito da categoria é a implantação imediata do piso salarial aprovado para todo o país de R$ 1.312. Ainda ontem de manhã, os manifestantes foram recebidos pelo secretário-chefe da Casa Civil de Mato Grosso, José Lacerda, e pelo líder do governo na Assembleia Legislativa de Mato Grosso, deputado estadual Romoaldo Junior, que garantiram intermediar as negociações com o governador a fim de apresentar uma nova proposta. O Sintep irá convocar uma assembleia geral para segunda-feira, às 14h, na Escola Estadual Presidente Médici, em Cuiabá, para analisar a paralisação e tomar novos encaminhamentos. Antes, no domingo, a partir das 10 horas, a Direção Central e dirigentes das subsedes realizarão reunião ampliada no auditório do Sintep. Assim como no acampamento montado na praça Ulysses Guimarães, na avenida do CPA, a vigília contou com a participação de diversos profissionais da educação do interior do Estado. Mesmo com feriadão deste final de semana e a decisão judicial, os trabalhadores da educação continuarão acampados e afirmam que a greve só termina o dia que votada em assembleia da classe. “A categoria continua firme, seguindo a decisão soberana da assembleia geral”, assegurou o coordenador do acampamento, secretário de Assuntos Jurídicos e Legislativos do Sintep, João Dias de Moura. (Com assessoria)

Edição EDIÇÃO 16962




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