O MT Saúde está sendo responsabilizado pela morte do funcionário da Empaer, Celiel de Lima Albuquerque, 69 anos. Ele morava no município de Rio Branco (334 km de Cuiabá), mas não conseguiu atendimento médico a tempo. Sem alternativa no interior, Celiel foi trazido pela família à capital para tratar de um problema na vesícula. De acordo com o presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Assistência Técnica, Extensão Rural e Pesquisa Pública de Mato Grosso (Sinterp) Gilmar Brunetto, desde sua chegada o servidor enfrentou dificuldade para ser atendido. Ninguém está acusando o médico ou o hospital e sim a demora no atendimento. Ele pagava R$ 250 por mês para ter direito a um tratamento digno caso precisasse. E quando mais necessitou, não teve, desabafou. De acordo com dados do próprio MT Saúde, Celiel se consultou pela primeira vez em Cuiabá no dia 21 de maio. No dia 23 o médico solicitou uma cirurgia eletiva, que tem o prazo de 20 dias para ser autorizada. No caso de operações urgentes a espera é dispensada. A autorização foi concedida no dia 4 de junho, 12 dias depois do pedido, ainda dentro do tempo determinado. Nesta mesma data, ele foi operado, porém morreu na terça-feira. A cirurgia foi executada tardiamente, por isso ele não resistiu. Assim que a família sair do luto, o sindicato vai pedir permissão para que as devidas providências sejam tomadas, evitando que outras pessoas morram por conta de um descaso desses, afirmou o presidente. Por meio de sua assessoria de imprensa o MT Saúde informou que o paciente recebeu atendimento necessário dentro do limite de tempo estipulado. Para sanar toda e qualquer dúvida será aberto um procedimento administrativo a fim de apurar os fatos e constatar possíveis irregularidades, mas ressalta que as providências que eram de responsabilidade do instituto foram tomadas.