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CIDADES
Terça-feira, 25 de Março de 2014, 20h:35

Sindicato cobra rigor na apuração do caso e punição

JOANICE DE DEUS
Da Reportagem
Procedimentos distintos das Polícias Militar e Civil vão apurar o que ocorreu na madrugada do último domingo (23), quando o motorista Gesiel Maçal Dantas, de 32 anos, foi abordado e levado por militares para a Delegacia do Planalto, onde passou mal e foi levado para o Pronto-Socorro de Cuiabá. Dantas acusa policiais de agirem com extrema violência e de espancá-lo durante a abordagem. Por conta das agressões, ele passou por uma cirurgia para a retirada do baço. Segundo a irmã da vítima, Geisa Maçal Dantas, o motorista continuava internado ontem pela manhã em um corredor do pronto-socorro. “Segundo os médicos, ele está reagindo bem. Mas, meu irmão está muito abalado emocionalmente. Ele sente dores e chora muito”, comentou. Ontem pela manhã, a diretoria do Sindicato dos Trabalhadores de Transporte Terrestre (Stett) reuniu-se com o secretário de Segurança Pública (Sesp), Alexandre Bustamante, cobrando rigor na apuração e punição dos envolvidos no caso, além de atendimento médico adequado para a vítima. Antes, na tarde de segunda, motoristas de ônibus e colegas de profissão da vítima, protestaram em frente à sede da Sesp, que fica no Centro Político Administrativo (CPA). “O secretário disse que não é orientação esse tipo de conduta e garantiu que será apurado. Mas, vai ficar um jogo de empurra-empurra entre a Polícia Militar e a Civil porque no boletim de ocorrência (BO) diz que ele foi entregue (à Civil) sem lesão corporal. Entretanto, minutos depois, ele passa mal, tem hemorragia interna, precisa retirar um baço e uma costela quebrada”, disse o presidente do Stett, Ledevino da Conceição. De acordo com o coordenador de Comunicação do Comando Geral da PM, tenente-coronel Paulo Ferreira Serbija Filho, o processo disciplinar administrativo para apurar o que realmente aconteceu foi aberto, com prazo para conclusão de 40 dias. “A PM condena qualquer tipo de violência ou agressão”, afirmou. “Há o boletim de ocorrência em que consta que ele foi encaminhado para a delegacia sem lesão”, acrescentou. Já o delegado Valdeck Duarte Júnior, da Delegacia do Planalto, informou que espera Dantas se recuperar para ouvi-o em oitiva. “A investigação será feita, mas precisamos esperar que ele (Dantas) melhore para que possa ser ouvido e aguardar o resultado do exame de corpo delito requisitado ao Instituto Médico Legal (IML). Com o laudo saberemos a gravidade da lesão, se houve tortura ou não”, comentou. Conforme Geisa Dantas, seu irmão foi abordado por uma viatura da PM, quando trafegava, por volta das 4h30, em uma motocicleta pela Avenida XV de Novembro em direção ao seu local de trabalho. Ele estava na contramão da direção. Uma segunda viatura surgiu para dar suporte e, já algemado e deitado no chão, Gesiel Dantas levou vários chutes por todo o corpo.

Edição EDIÇÃO 16960




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