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Segunda-feira, 27 de Julho de 2015, 20h:07

SAÚDE

Sindicalista diz que provará na Justiça acordo de trabalho

A presidente do Sindicado dos Médicos de Mato Grosso (Sindimed-MT), Eliana Siqueira, disse que pode confirmar em juízo o suposto acordo de carga horária envolvendo Prefeitura de Cuiabá e os médicos caso seja intimada pela Justiça. “Estão querendo colocar os médicos um contra o outro para desviar o foco do caos que é a administração da Saúde na cidade. Se a Justiça me chamar, eu vou, tenho provas”, disse a médica ao Diário. Na última semana, o prefeito Mauro Mendes determinou à Procuradoria-Geral do Município que inicie uma correição para apurar a afirmação do sindicato, de que há “um esquema para que os profissionais não cumpram a carga horária de 20 horas, com objetivo de conseguir profissionais que trabalham sob as péssimas condições e baixos salários oferecidos pela mesma”. Ontem, o procurador-geral Rogério Gallo, disse à imprensa que o processo não tem prazo para ser finalizado. Segundo ele, por se tratar de uma acusação grave, uma investigação minuciosa será feita em 121 unidades de saúde espalhadas por Cuiabá, por isso, nenhuma data foi estipulada. Eliana disse ainda que, apesar de a carga horária ser de 20 horas, tem profissionais que cumprem mais que isso. “A prefeitura não tem controle da carga horária, é uma gestão perdida”, acusou. A polêmica também está repercutindo em Várzea Grande. Por lá, o alerta foi dado, todos os médicos do município precisam cumprir de forma integral a carga horária de 20 horas semanais. Em um ofício encaminhado pela superintendência de Atenção Secundária, alerta aos médicos servidores de que eles precisam cumprir o contrato. Apesar de o município não enfrentar nenhum tipo de denúncias com relação a supostos de acordos de carga horária, a assessoria da Secretaria de Saúde de Várzea Grande informou que o ofício serve como um alerta. “É um acompanhamento, na verdade. Está em fase de implantação em o ponto biométrico, onde todos os servidores, concursados ou contratados, vão ter que bater ponto diariamente para comprovar o cumprimento da jornada de trabalho”, explicou. Ainda conforme o oficio, o descumprimento implicará em desconto na folha de pagamento, ficando a cargo da gerência de cada unidade acompanhar os casos e enviar as informações para a superintendência de Atenção Secundária.

Edição EDIÇÃO 16967




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