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CIDADES
Segunda-feira, 22 de Dezembro de 2014, 20h:53

SAÚDE EM CRISE II

Servidores têm indicativo de greve

YURI RAMIRES
Da Reportagem
Servidores da Saúde votaram ontem o indicativo de greve da categoria para o dia 13 de janeiro. Essa pode ser a primeira paralisação da gestão de Pedro Taques, que assume o executivo no próximo dia 01 de janeiro. Além das melhorias, a realização de um concurso público da Saúde também aparece em meio às reivindicações. A greve será uma resposta às sinalizações de descaso com a área da saúde no Estado. Na última sexta-feira (19), por exemplo, o expediente na sede da Secretaria de Estado de Saúde (SES), após uma semana sem o serviço terceirizado de limpeza. Apesar do indicativo votado, o presidente do Sindicato dos Servidores Públicos da Saúde e do Meio Ambiente de Mato Grosso (Sisma-MT), Oscarlino Alves, afirmou que ontem o serviço não havia sido retomado por completo. “Os serviços foram retomados, mas não 100%. Porém, já regularizou a situação”, disse. Na semana passada, o odor do lixo não recolhido foi um dos principais pontos de reclamação dos servidores. Alves afirma que já preparou um encaminhamento ao novo gestor da pasta, Marco Aurélio Bertúlio, que é servidor de carreira da SES. No mês passado, Bertúlio já havia se reunido com a direção do Sisma, onde afirmou que ainda não é possível afirmar um cronograma de trabalho na pasta. Porém, ressaltou que conhece as condições degradantes de trabalho no serviço público de Saúde e já estuda alternativas. Mesmo com poucos dias de trabalho da nova gestão da pasta, o movimento pretende sinalizar o descontentamento dos trabalhadores. “A saúde não pode parar. A vida não espera. Nós temos que sinalizar para a nova gestão que queremos respeito e não vamos mais aceitar essas condições degradantes”, disse Alves. Oscarlino diz ainda que o trabalhador do Sistema Único de Saúde (SUS), não é responsável pela precariedade que vive a saúde pública em Mato Grosso. Durante a assembleia, outros problemas foram destacados. Uma servidora do Adauto Botelho, contou que os trabalhadores estão tirando dinheiro do próprio bolso para comprar copos descartáveis, bem como papel higiênico, produtos de limpeza, pó de café e outros. Agora, o sindicato colocará todas as colocações em uma pauta de reivindicação, que será apresentada para a atual gestão e também à próxima. Os servidores relatam desde falta de estrutura, como de insumos, materiais e medicamentos.

Edição EDIÇÃO 16961




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