Na próxima segunda-feira, os servidores do Judiciário vão se reunir em assembléia extraordinária, em horário a ser definido, para discutir e votar as contrapropostas apresentadas ontem pelo governo e o Tribunal de Justiça. O presidente do Sinjusmat, Rosenwal Rodrigues dos Santos, anunciou que ingressará com mandado de segurança junto ao Supremo Tribunal de Justiça (STF) contra a decisão do CNJ de condicionar a aplicação dos 16,33%, segunda parcela de um reajuste concedido ano passado, ao cumprimento de carga de 8 horas diárias de trabalho. Pela interpretação dele, o CNJ está contrariando a Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT), no artigo 71, que trata das horas trabalhadas e do direito de intervalo de descanso remunerado. Sobre a proposta de pagamento das perdas acumuladas em forma de carta de crédito, do governo, Santos acha que haverá resistência dos grevistas. Uma das preocupações, disse ele, é o deságio que pode ser impostos pelos empresários como condição para aceitar o crédito no pagamento de produtos e serviços. (AA)