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CIDADES
Quinta-feira, 02 de Setembro de 2010, 20h:15

JUDICIÁRIO

Servidores podem terminar greve hoje

Sinjusmat recebeu ofício do TJ reafirmando compromissos negociados e trabalhadores fazem assembleia hoje para definir se aprovam documento

CAROLINA HOLLAND
Da Reportagem
A greve dos servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso, que completa hoje quatro meses, pode terminar ainda nesta sexta-feira. A categoria se reúne em assembleia geral extraordinária para analisar ofício enviado pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso, no qual o órgão reassume o compromisso de cumprir as propostas feitas à categoria para colocar fim à greve. “Há possibilidade de que os servidores votem pelo fim da greve sim. Não tenho como descartar essa hipótese”, afirmou o presidente do Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso, Rosenwal Rodrigues. Ele admitiu que a greve prejudica pessoas que dependem da Justiça. “Nós vamos avaliar o que deve ser feito, porque sabemos que essa greve prejudica muita gente”, ponderou. Quando começaram a greve, no dia 3 de maio, servidores de todo o Estado pediam o pagamento do passivo da URV, a implantação da Resolução 48 do Conselho Nacional de Justiça (que estabelece que oficiais de justiça tenham curso superior – preferencialmente de direito) e pagamento de auxílio-alimentação no valor de R$ 500. Servidores de todas as comarcas do Estado aderiram à paralisação, mantendo apenas 30% dos funcionários em atividade para realizar os serviços essenciais. A categoria realizou diversas assembleias, protestos e passeatas nas ruas de Cuiabá, com centenas de pessoas. A greve contou com apoio do Movimento OAB Democrática, de Mato Grosso. Depois de várias negociações com os grevistas e de reuniões com o Executivo estadual, o Tribunal de Justiça propôs que o auxílio-alimentação fosse de R$ 400 e que o repasse da URV (cerca de R$ 200 milhões) fosse feito em parcelas pelo Estado, enquanto a implantação da Resolução 48 dependeria do orçamento do TJ para 2011. Reunidos em assembleia, os grevistas concordaram com os termos proposto, mas afirmaram que só voltariam ao trabalho caso o Tribunal de Justiça enviasse projeto de lei para a Assembleia Legislativa regulamentando o repasse das perdas da URV e a implantação da Resolução 48, o que não aconteceu. “O Tribunal não mandou o projeto no prazo previsto, então agora não tem mais como enviar”, disse Rodrigues. Mesmo assim, afirmou o presidente do Sinjusmat, o ofício recebido reforça o comprometimento do TJ em cumprir as propostas que foram feitas para os servidores “e isso vai ser levado em conta na votação de amanhã”.

Edição EDIÇÃO 16960




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