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CIDADES
Segunda-feira, 29 de Março de 2010, 22h:29

PROTESTO

Servidores da saúde estadual decidem paralisar atividades

Os trabalhadores do Sistema Único de Saúde (SUS) entraram em greve ontem em Mato Grosso. Eles cobram a revisão do Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) à Assembleia Legislativa (AL), o que precisa ser feito até o fim deste mês. Conforme a presidente do Sindicato dos Servidores Públicos da Saúde e Meio Ambiente (Sisma/MT), Aparecida Silva Rodrigues, o governo do Estado motivou a revisão do PCCS em janeiro do ano passado, conforme portaria 002/2009. Porém, na última sexta-feira, informou que não irá encaminhar a proposta ao Legislativo. “O Estado criou uma expectativa para depois anunciar que não negocia a revisão e que não faz acordo havendo paralisação”, disse. Apenas os atendimentos de urgência e emergência serão mantidos. “Não vamos interromper os serviços essenciais”, afirmou. Por outro lado, o movimento grevista, segundo Aparecida Rodrigues, deverá provocar a paralisação dos 16 escritórios regionais, além de prejudicar a manutenção dos serviços no Hospital Adauto Botelho, Centro de Especialidades Médicas (Cermac) e do Centro de Odontologia para Pacientes Especiais (Ceope). O secretário de Saúde de Mato Grosso, Augustinho Moro, espera que a paralisação não afete os trabalhos emergenciais dispensados aos usuários, sendo que os mesmos também podem ser prestados na rede credenciada ou contratada. Além disso, informou que o impacto da revisão do PCCS na folha de pagamento será de R$ 70 milhões. “O Estado não tem condições de suportar este impacto”, disse. Moro afirmou que aguardava uma posição da Secretaria de Administração (SAD), que estaria fazendo cálculos para se chegar a valores aceitáveis. (JD)

Edição EDIÇÃO 16962




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