Foi adiada para sexta-feira a greve dos Funcionários da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) de Mato Grosso. A categoria pretendia aderir ao movimento hoje, no entanto um detalhe jurídico postergou o movimento para daqui dois dias. Segundo o presidente do Sindicato dos Trabalhadores dos Correios e Telégrafos de Mato Grosso (Sintect), Francisco da Silva Adão, a entidade esqueceu de oficializar junto à empresa um documento informando a posição da categoria. O indicativo de greve foi decidido ontem, durante assembléia geral realizada na sede do Sindicato. Mato Grosso é um dos poucos estados que ainda não aderiu ao movimento grevista. Desde ontem, 21 deles e o Distrito Federal estão com as atividades paralisadas. A categoria reivindica a adoção de um novo Plano de Carreiras, Cargos e Salários (PCCS), mudanças na forma de distribuição da Participação nos Lucros e Resultados (PLR), e o cumprimento do termo de compromisso que garante adicional de 30% sobre o salário dos carteiros, assinado pelo ministro das Comunicações, Hélio Costa, em novembro do ano passado. Segundo ECT, foi criado um Adicional de Atividades de Distribuição e/ou Coleta (AADC) e o Adicional de Atendimento em Guichê em Agências dos Correios (AAG) que garantem o valor fixo de R$ 260 para todos os trabalhadores. No entanto, a categoria não aceita a decisão porque os funcionários com mais tempo de trabalho alegam que, com o valor fixo, vão receber menos do que ganhariam com o adicional de 30% sobre o salário.