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CIDADES
Quarta-feira, 09 de Outubro de 2013, 20h:24

CORREIOS

Serviço será normalizado em 6 meses

Servidores voltam ao trabalho depois de ficarem parados por 23 dias; TST determinou retorno e considerou a paralisação abusiva

GUSTAVO NASCIMENTO
Da Reportagem
Os funcionários dos Correios suspenderam greve após uma decisão judicial. Os servidores ficaram parados por 23 dias e estimam que as entregas sejam regularizadas em seis meses. Conforme o diretor do Sindicato dos Trabalhadores nas Empresas de Correios, Telégrafos e Serviços Postais de Mato Grosso (Sintect-MT), Sérgio Lessa, aproximadamente 65% dos 1,67 mil trabalhadores tinham aderido ao movimento. Ele afirmou que durante a greve apenas as encomendas de Sedex e medicamentos estavam sendo realizadas. Apesar do retorno, o estado de greve será mantido e os trabalhadores podem voltar a cruzar os braços, caso a empresa tente novamente mudar o plano de saúde ou descumpra as condições do acordo regional. A votação pelo fim da greve aconteceu após o julgamento realizado pela Seção Especializada em Dissídios Coletivos do Tribunal Superior do Trabalho (TST) na terça-feira (8), que considerou o movimento como abusivo. A decisão do TST determinou que os trabalhadores têm 180 dias para compensar os dias úteis parados. O relator do dissídio, ministro Fernando Eizo Ono, considerou que a compensação se dará em no máximo duas horas por dia. Apesar do fim do movimento nacional, outras assembleias da categoria serão realizadas no interior. Cada cidade vai decidir individualmente se acata ou não as determinações do TST e interrompe a greve. REIVINDICAÇÕES – O TST definiu que o reajuste salarial será de 8%, enquanto a categoria cobrava 15%. Os benefícios tiveram um aumento de 6,27%, retroativos a 1º de agosto de 2013. O vale cultura no valor de R$ 50 foi mantido. Além disso, foi concedido o direito a ausência remunerada de seis dias para acompanhar dependentes ao médico. O TST ainda proibiu a empresa de realizar alterações na gestão do Correios Saúde. Conforme a assessoria do Correios, diferentemente do que afirmou o sindicato, 91% dos funcionários no estado trabalharam normalmente durante a greve. BANCOS – Hoje, os bancários vão voltar a negociar o fim da greve, que já dura há 22 dias. Na última sexta-feira (4), a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf) rejeitou a proposta da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban). A proposta previa um reajuste salarial de 7,1% e aumento do piso em 7,5%. Os bancários reivindicam elevação salarial de 11,93%, piso de R$ 2.860,21 e participação nos lucros de três salários-base, mais parcela adicional fixa de R$ 5.553,15. Eles pedem também aumento dos vales-refeição e de alimentação, no valor de um salário mínimo, R$ 678.

Edição EDIÇÃO 16967




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