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CIDADES
Quinta-feira, 14 de Janeiro de 2010, 02h:35

GOLPE MILIONÁRIO

Senha de banco em VG por R$ 46 mi

Um golpe de R$ 46 milhões seria aplicado contra clientes do Banco do Brasil por uma quadrilha interestadual com a senha e a matrícula funcional do gerente de uma agência da unidade de Várzea Grande. A Polícia Civil de Brasília prendeu em flagrante três integrantes do bando e está investigando o caso. Focos de constantes assaltos armados, como ocorreu ontem em Confresa, agora os bancos do Estado passam a ser visados também por criminosos que adotam estratégias alternativas. Estão presos na carceragem do Departamento de Polícia Especializada, no Distrito Federal, Marcelo Rodrigues Gomes, 39 anos, Valdir Bispo Pereira, 30 anos, e Vilma Alves Nunes. Eles são acusados de tentativa de furto mediante fraude e estavam com a senha do gerente do banco. O trio possuía também uma lista com seis contas bancárias que seriam lesadas pela ação do bando. “Com certeza há mais membros na quadrilha. Após o flagrante várias pessoas telefonaram para eles para perguntar aonde estava o dinheiro que seria desviado. Essas pessoas colaborariam com o furto, transferindo o montante assim que caísse na conta usada pela quadrilha. Será solicitada a quebra de sigilo telefônico”, disse a delegada titular da 11ª Delegacia da Polícia Civil de Brasília, Vera Lúcia da Silva. Os criminosos planejavam transferir o montante milionário de seis contas para outras seis espalhadas pelo país e, depois sacar os valores. Para concretizar o crime tentaram subornar um escriturário do Banco do Brasil, que trabalha em uma agência na capital federal. O servidor denunciou a oferta ao setor de segurança do banco e a Polícia Civil realizou o flagrante na terça-feira, quando os criminosos entregariam a senha ao bancário. O trio ofereceu R$ 500 mil ao escriturário para que ele colaborasse com o furto dos R$ 46 milhões. A polícia não sabe como a organização criminosa teve acesso aos dados sigilosos do gerente do banco várzea-grandense, que daria acesso ao sistema e permitiria a transação. A delegada afirmou que solicitará o depoimento do servidor e de outros funcionários da agência bancária de Mato Grosso por meio de carta precatória. A pena prevista para o crime é de dois a oito anos de reclusão. O Banco do Brasil manteve em sigilo o nome do funcionário e disse que está apurando o caso. (KR)

Edição EDIÇÃO 16965




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