CIDADES
Sexta-feira, 07 de Janeiro de 2011, 20h:35
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PROTEÇÃO AO MENOR
Sem solução sobre equipe psicossocial
DHIEGO MAIA
Da Reportagem
O atendimento humanizado às crianças vítimas de violência e aos adolescentes envolvidos em atos infracionais vai continuar sendo desenvolvido de forma provisória até o final deste mês nas delegacias especializadas do Adolescente (DEA) e da Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente (Deddica), ambas em Cuiabá, pela mesma equipe multidisciplinar que foi desvinculada em 31 de dezembro, quando o contrato foi encerrado. O Diário apurou que as duas delegacias estavam sem psicólogos, assistentes sociais e psicopedagogos desde o primeiro dia do ano. O problema se agravou porque a Secretaria de Estado de Educação (Seduc), a responsável pelo pagamento dos salários dos profissionais, resolveu não mais efetuar os repasses a partir deste ano a profissionais não-inclusos no quadro de servidores da Pasta, como psicólogos e assistentes sociais. De acordo com o secretário-adjunto de Gestão de Pessoas, Paulo Henrique Leite de Oliveira, a Secretaria já foi alvo de várias advertências por parte do Tribunal de Contas do Estado (TCE) por causa desta situação. O Tribunal advertiu para que nossa folha (de pagamento) fosse mais compatível com o princípio da legalidade, aponta. Manter os pagamentos a psicólogos e assistentes sociais, na visão de Oliveira, além de ferir um princípio constitucional pode, no futuro, gerar processos e outros entraves administrativos. O secretário-adjunto ainda destacou que a Seduc vai continuar a parceria firmada com as delegacias ao disponibilizar às unidades os psicopedagogos. Agora, o governo do Estado promete se organizar para completar a equipe disciplinar com psicólogos e assistentes sociais. De acordo com a assessoria de imprensa da Secretaria de Segurança Pública (SESP), um relatório sobre o caso já passa por análise. O diretor metropolitano da Polícia Civil, Marcos Veloso, explicou que um acordo entre várias secretarias vai solucionar a questão. Ele garantiu que o problema será resolvido definitivamente, já que os contratos temporários serão descartados e apenas servidores efetivos irão atuar nas equipes multidisciplinares. Já a assessoria de imprensa da Polícia Civil informou que, a partir de fevereiro, o quadro da equipe será composto por servidores efetivos. A equipe multidisciplinar orienta os trabalhos de investigação realizados nas delegacias. Em dois anos, 503 crianças vítimas de violência receberam apoio psicológico adequado.