CIDADES
Quarta-feira, 09 de Junho de 2010, 20h:35
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UFMT
Sem combate a incêndio
Este foi o estado em que foram encontrados o teatro e a biblioteca da instituição, vistoriados ontem pela FPI
ALECY ALVES
Da Reportagem
A maior casa de espetáculos de Cuiabá, o Teatro da Universidade Federal de Mato Grosso, não tem nenhum equipamento de combate a incêndio em funcionamento. Da mesma forma encontra-se a maior biblioteca pública, da mesma instituição. A constatação é da Fiscalização Preventiva Integrada (FPI), que iniciou ontem a vistoria de três dias em todos os prédios do campus da UFMT em Cuiabá. Já no primeiro dia, a visita terminou com uma série de irregularidades levantadas. Os hidrantes de parede das duas instalações teatro e biblioteca - estão inativos, sem condições mínimas de funcionamento por falta de manutenção, segundo constatação feita pelo sargento Ribas Santana Fortes, que representa o Corpo de Bombeiros na FPI. Nas quase 10 caixas de hidrantes vistoriadas pelo sargento Ribas havia mangueira, mas não havia esguicho, sem o qual não há como utilizar o equipamento. A localização das caixas onde ficam armazenados esses instrumentos de prevenção e combate a incêndio também não está sinalizada, como exige a legislação. O mesmo acontece com os extintores, que estão vencidos ou não sinalizados. Tanto na biblioteca quanto no teatro, os fiscais identificaram a necessidade de obras de adequação física para o acesso de portadores de deficiência. O teatro, alertou o agente fiscal do Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura (Crea), Adriano Furtado, terá de dispor de cadeiras adaptadas para obesos e espaço para abrigar expectadores que usam cadeira de rodas. Na biblioteca, Furtado disse que será preciso rebaixar o balcão onde é feita a retirada de livros emprestados pelos estudantes para que aquele que se locomove em cadeira de rodas possa ter acesso. A UFMT terá de fazer ainda a melhoria e a sinalização da rampa de acesso construída na calçada em frente à biblioteca. A fiscalização no campus de Cuiabá foi solicitada pelo Ministério Público Federal (MPF) com base no Termo de Cooperação Técnica assinado há dois anos com o Crea, órgão coordenador da FPI, com o objetivo de verificar o que a UFMT fez para melhorar o acesso à suas instalações desde 2003, quando aconteceu a última vistoria geral na instituição de ensino. Até amanhã, todas as atenções dos muitos técnicos que compõem a FPI, representando órgãos públicos e classistas, estarão voltadas aos prédios da universidade federal mato-grossense. SOLUÇÕES - Mas não foram somente problemas registrados no primeiro dia de fiscalização. No caso do teatro, os fiscais conheceram o novo elevador para levar os cadeirantes até a sala de apresentações, assim como os banheiros, masculino e feminino, adaptados para atender os deficientes físicos. O superintende do teatro, Orlando Leôncio, explicou que o espaço será fechado para reforma a partir de setembro. As obras, informou, serão executadas através de uma parceria da UFMT com o Banco do Brasil. A comissão responsável pelo projeto tem reunião marcada para hoje, quando finalizar o planejamento antes de apresentá-lo à reitora Maria Lúcia Cavalli Neder. Um engenheiro e outros servidores foram designados pela reitoria para acompanhar os três dias de fiscalização. A previsão é de que 30 dias após a fiscalização seja emitido um relatório geral. O documento incluirá os apontamentos de cada órgão integrante da FPI, pareceres e sugestões para obras ou serviços de adequação.