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CIDADES
Quarta-feira, 19 de Dezembro de 2007, 19h:25

INVESTIGADORES

Sem avanços entre partes

Governo diz que não pode pagar o que policiais pedem. Eles, por outro lado, não descartam retomada da paralisação

ALECY ALVES
Da Reportagem
Sem acordo com o governo, os investigadores da Polícia Civil podem retomar a greve hoje. Uma nova assembléia deve acontece às 9 horas, na sede do Sindicato dos Investigadores e Agentes Prisionais (Siagespoc), para decidir se aceitam ou não piso salarial de R$ 1.619,29, a ser pago a partir de maior de 2008. Ontem à tarde, depois de quase quatro horas de reunião no Palácio Paiaguás, o governador Blairo Maggi anunciou que não poderia atender às reivindicações dos policiais, ratificando a contraposta apresentada semana passada pelo secretário de Justiça e Segurança Pública, Carlos Brito. A categoria suspendeu o movimento na quarta-feira, dia 13, na expectativa de negociar com o próprio governador Blairo Maggi, que na ocasião estava em viagem para a Indonésia. O encontro aconteceu, como os policiais queriam, e teve a participação de pelo menos seis deputados estaduais, inclusive o presidente da Assembléia, Sérgio Ricardo, mas as negociações não resultaram na melhoria salarial esperada pelos investigadores. O secretário de Administração, Geraldo De Vitto, que falou em nome do governo, alegou que o reajuste oferecido impactará a folha de pagamento de R$ 10 milhões ao ano. Além disso, impedirá o governo de chamar, pelos menos pelos próximos seis meses, os policiais aprovados no último concurso público. De Vitto disse que, se ocorrer nova greve, o governo vai adotar as medidas cabíveis, que pode ser judicialmente, para assegurar a prestação de serviços à população. Esse foi o mesmo discurso do secretário Carlos Brito, que fez questão de relacionar melhorias implantadas pelo governo na segurança pública, como a aquisição de armamento e viaturas, itens sempre relacionados nas pautas de reivindicações dos policiais. O presidente do Siagespoc, Clédison Gonçalves, deixou o gabinete do governador dizendo que não poderia adiantar se a greve seria ou não retomada. “Caberá aos policiais decidirem se aceitam ou não a proposta do governo”, observou. Na primeira proposta apresentada ao governo, os policiais pediram piso de R$ 2.333,67 e R$ 4.958,14 para o nível mais alto (Classe Especial) da carreira. Numa segunda tabela, reduziram o salário inicial para R$ 1.870 e o final a R$ 4.194,85. Já o governo, que antes da greve não oferecia nenhum reajuste salarial, ou seja, manteria o piso em R$ 1.375, acenou com R$ 1.619,29 para quem está ingressando na carreira e o máximo de R$ 3.559,82 para aqueles que já estão na profissão há 10 anos e atingiram o nível máximo, classe E. Os escrivães de polícia, que pelo mesmo motivo, reajuste salarial, ameaçam cruzar os braços, também esperam se reunir com o governador Blairo Maggi. Em assembléia geral na semana passada, os investigadores votaram favoráveis ao piso de R$ 1.619,29, desde que começasse a vigorar em janeiro, e não maio de 2008. Os agentes prisionais, que ameaçaram parar no domingo, dia 16, foram impedidos judicialmente de fazer greve por força de uma liminar.

Edição EDIÇÃO 16968




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