CIDADES
Quarta-feira, 16 de Março de 2011, 20h:53
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SEM ACORDO
Segue manifesto indígena na 163
BIANCA ZANCANARO
Da Reportagem/Sinop
O coordenador regional da Fundação Nacional do Índio (Funai), Sebastião Martins, reuniu-se ontem pela manhã com os indígenas que estão bloqueando a BR-163 desde segunda-feira, na região norte de Mato Grosso. De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), que também participou da negociação, não foi possível chegar a um acordo e os manifestantes decidiram continuar com o bloqueio, por tempo indeterminado ou até que um diretor ou o presidente da Funai em Brasília apareça. Durante todo o dia, os policiais rodoviários tentaram negociar com os índios para que a rodovia fosse liberada, pelo menos por algumas horas, para que as filas de veículos diminuíssem, porém, o grupo permaneceu irredutível e manteve o tráfego interrompido. Os motoristas de caminhões carregados com cargas vivas ou perecíveis estão sendo os mais prejudicados, já que animais estão morrendo de sede e alimentos, estragando. Apesar dessa situação crítica, ainda não houve conflito entre indígenas e motoristas. Os índios, que estão no local com arco e flecha, pedem a presença de um represente da Fundação Nacional do Índio (Funai) de Brasília para que se implante no município de Matupá uma unidade de coordenação técnica da fundação, que preste assistência à tribo, pois a coordenação mais próxima fica em Colíder, mais de 250 quilômetros de distância. O bloqueio completa hoje quatro dias e o presidente substituto da Funai, Aloysio Guapindaia, determinou que o coordenador regional faça a negociação para a liberação da pista. Ele se embasou no Decreto 7.056, de 28 de dezembro de 2009, que diz que a coordenação regional poderá representar política e socialmente o presidente da Funai na região. Os ministérios públicos Federal e Estadual fixaram um prazo de 24 horas para a Funai dar uma resposta sobre a vinda do presidente da Funai ou de algum represente de Brasília para negociar com os índios. Esse pedido foi devido ao iminente risco de conflito entre índios, caminhoneiros e moradores da região. Os representantes do MP pediram que o presidente substituto da Funai venha para Mato Grosso ou envie um substituto com poderes equivalentes para ouvir as reivindicações dos índios e negociar uma solução.