CIDADES
Sábado, 24 de Julho de 2010, 11h:31
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PERIGO SOBRE 2 RODAS
Samu atende mil acidentes com motos
JOANICE DE DEUS
Da Reportagem
Os acidentes com motocicletas estão cada vez mais frequentes em Cuiabá. Somente no primeiro semestre deste ano, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) prestou mais de um mil atendimentos a motociclistas vítimas de desastres de trânsito, principalmente na área central da Capital. A gente faz uma média de mil atendimentos ao mês, sendo as ocorrências com motos responsáveis por 350 a 400 destes socorros, informou o diretor do Samu, Daoud Jaber Abdallah. O número representa 35% dos casos ao mês. No Estado já são 361.610 motocicletas em circulação pelas vias, praticamente o mesmo número de automóveis, que somam 399.426 carros (exceto veículos tipo caminhonetes, por exemplo). Junto com esse incremento, as ocorrências de trânsito. A tendência é que o número desses veículos de duas rodas transitando pela cidade cresça devido à facilidade de locomoção e de aquisição. O preocupante é que a moto é mais frágil e expõe o condutor a mais riscos do que um carro. Em relação ao uso de equipamentos de proteção melhorou muito, estão sendo mais aceitos, frisou Abdallah. Em muitos casos, a imprudência é a principal causa. Nem sempre é o que acontece, mas as lesões causadas pela falta de uso de equipamentos de segurança, especialmente capacetes, costumam ser graves e deixam ocupadas as Unidades de Tratamento Intensivo (UTIs) dos hospitais. Aumenta o risco de sequelas mais graves, o que eleva os casos de morbidade, observou o diretor. Este não foi o caso do engenheiro eletricista Edilson da Silva, internado no box de emergência do Pronto-Socorro Municipal de Cuiabá (PSMC) há mais de uma semana, após uma colisão lateral com um ônibus na avenida Tenente Coronel Duarte (Prainha). Silva garantiu que não estava errado. Ele contou que seguia na preferencial, quando o motorista do coletivo tentou cruzar a avenida. O motorista fez um muro de ferro. Eu tinha duas opções: ou jogava a moto no canteiro ou no meio dos outros carros. Acabei batendo na lateral, afirmou. Não respeitou a minha preferencial, acrescentou. O resultado foi uma fratura no pulso direito. Porém, o motociclista reconhece que poderia ter sido mais grave. Se estivesse em alta velocidade e sem capacete poderia ter me ferido mais, comentou. Edilson da Silva tem moto há dois anos. Ele garantiu que sempre dirigiu com prudência. Eu sei que moto é um veículo mais perigoso, mas tem muitos motoristas que não nos respeitam. Sei que tem motociclista que abusa, mas eu não sou assim, até corto caminhos para evitar o trânsito, afirmou. Nos acidentes motociclísticos, os membros superiores (braços) e inferiores (perna) e a cabeça são os mais expostos. Além de onerar a saúde pública, também gera custos sociais. Normalmente, são pessoas que trabalham e que irão ficar sem trabalhar. Em média a pessoa fica seis meses parados, pois geralmente os casos estão ligados a fraturas, observou.