CIDADES
Terça-feira, 02 de Agosto de 2011, 21h:02
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CASO ADRIANO
Sai prisão de vigia
Justiça decretou a preventiva de segurança que matou empresário dentro de agência bancária alegando insultos
ADILSON ROSA
Da Reportagem
O segurança Alexsandro Abílio de Moraes, de 23 anos, teve a prisão preventiva decretada pela 12ª Vara Crimina da Capital. Ele foi indiciado pelo assassinato do empresário Adriano Henrique Maryssael de Campos, morto com tiros aos 73 anos, no dia 21 de junho, dentro da agência bancária do Itaú da avenida Carmindo de Campos, em Cuiabá. Com a greve da Polícia Civil, cópia do mandado de prisão já havia chegado ontem à Delegacia de Vigilância e Capturas (Decap), mas até o fechamento desta edição ainda não havia sido cumprido. Segundo a polícia, o caso está sob segredo de justiça e o os advogados Janone Pereira e Oilson Reis, que defendem o segurança, não foram localizados para falar sobre o assunto. Eles estão em Brasília e deverão retornar a Cuiabá nos próximos dias. Indiciado por assassinato, o segurança respondia pelo crime em liberdade. Ele se apresentou à polícia uma semana após o crime e, como não estava com a prisão decretada, foi liberado. Ao delegado Antônio Carlos Garcia, titular da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), ele alegou que estava sendo vítima de discriminação por parte do empresário, cliente da agência, e sempre era insultado. O motivo era a porta giratória onde o empresário ficava retido. Segundo o delegado, o vigia se queixou que fez diversas reclamações à gerência tanto pelo problema da porta como também por parte do empresário, que o taxava de preguiçoso e lento quando a porta travava. No dia do crime, a porta travou e houve insultos por parte do empresário, como contou o vigia. Na saída, teria sido insultado com nomes como preguiçoso, preto. O vigia, então sacou o revólver calibre 38 usado no trabalho e atirou três vezes atingindo o rosto e as costas de Adriano. O empresário morreu no local, preso na porta giratória. Para Garcia, houve premeditação do crime, uma vez que o vigia esperou a vítima se preparar para sair, ao entrar na porta giratória, para atirar. Não houve nada de espontâneo no assassinato, frisou. Garcia destacou que tudo isso não justifica o assassinato, pois o problema poderia ter sido solucionado de outra forma. De maneira alguma (o vigia agiu da forma correta). Além do crime de homicídio, o vigia praticou o roubo de uma motocicleta, utilizada para fugir do local. Adriano era proprietário do restaurante que levava o seu nome. O estabelecimento, especializado em comida italiana, fica na avenida Getúlio Vargas e é um dos mais tradicionais da cidade. Em virtude do fato, o local permaneceu fechado por cerca de 20 dias, nas a filha do empresário, que não morava em Cuiabá, Steffanie Maryssael, resolveu assumir o negócio, reaberto há poucas semanas.