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CIDADES
Sexta-feira, 21 de Novembro de 2008, 20h:14

AEDES AEGYPTI

Risco de surto da dengue é maior em VG

Município é apontado entre os 5 brasileiros que estão com grande infestação de larva do mosquito transmissor. Prefeitura remete alerta à população

DANA CAMPOS
Da Reportagem
Várzea Grande foi apontado pelo Ministério da Saúde como um dos cinco municípios do Brasil com maior potencial de risco de surto de dengue, por apresentar um índice de infestação larval (LI) de 6,1%, ou seja, superior a 4% - percentual mínimo para indicar risco de surto. As outras quatro cidades são Epitaciolândia (AC), Mossoró (RN), Itabuna (BA) e Camaçari (BA). A divulgação feita nesta quinta-feira pelo Ministério é resultado do Levantamento de Índice de Infestação por Aedes Aegytpi (LIRAa) realizado pelos municípios brasileiros com mais de 100 mil habitantes. Conforme o Ministério, além da “Cidade Industrial”, os municípios de Cuiabá, Rondonópolis e Cáceres também realizaram o levantamento. Os resultados apontaram que Rondonópolis apresenta situação de alerta da doença, com LI de 1,1%, e Cáceres registra índice satisfatório, com 0,9% de infestação. A Capital não repassou dos dados do levantamento. Para a trabalhadora braçal Maria Conceição da Costa, de 62 anos, o resultado pode fazer com que os governantes e os moradores de Várzea Grande se conscientizem mais com o risco da doença. Moradora do bairro Jardim Maringá III, ela disse que procura fazer a limpeza constante das caixas d’águas. “Apesar da sujeira do bairro, procuro manter meu quintal limpo e seco. Tenho três caixas d’água e costumo lavar todas elas de dois em dois dias”, destacou. “Mas não adianta só um fazer. Todos têm que colaborar”, concluiu. A diretora de Vigilância Ambiental da Secretaria Municipal de Saúde de Várzea Grande, Vilma Juscineide de Souza, disse ter a mesma opinião. Conforme ela, o combate à dengue não depende somente do poder público. “A sociedade tem que fazer a sua parte”, reforça. Para Vilma, o resultado do levantamento tem um reflexo positivo. “Vai servir como um alerta para a população. Dessa forma, aquelas pessoas que não têm o hábito de prevenir a doença poderão adquiri-lo”. Como pode ser o caso do auxiliar de fábrica, Cleidson da Silva Souza, de 21 anos. Ele é morador do bairro Maringá I e possui em casa uma caixa d’água sem tampa. “Eu já falei pra ele cuidar de limpar essa caixa, mas ele não me ouve”, reclamou a vizinha Lucinete Gomes Vanderley, de 40 anos. “Eu não tenho tempo. Entro dez da noite e saio seis da manhã”, justificou-se o morador. Em relação à divulgação do Ministério quanto ao não envio de dados pela Secretaria de Saúde de Cuiabá, a assessoria de imprensa divulgou uma nota informando que o município não participa do LIRAa e que realiza mensalmente o LI. O último realizado nesta semana apontou um índice de 1,3%, resultado que classifica o município em situação de alerta.

Edição EDIÇÃO 16961




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