O ribeirinho Tertuliano Santana, 66 anos, dono de um pequeno pesqueiro, está entre os que assinaram o TAC do projeto Verde Rio. Na área em que vive desde a infância, Santana teve de fazer uma série de adequações, entre as quais reconstruir a casa mais distante da margem, longe de onde a estrada estava sendo engolida pelo rio; plantar árvores nativas e construir escadas de madeira para dar acesso aos tablados. Santana não reclama, ao contrário, acha importante o que está sendo feito em defesa do rio. Entretanto, considera que alguns parceiros do projeto não estão cumprindo com a parte deles. Seria o caso da Prefeitura de Santo Antônio de Leverger, que teria a responsabilidade de abrir a nova estrada, para compensar o trecho interditado dentro da propriedade dele. Ele conta que pelo TAC que assinou pagaria R$ 100 de multa ao dia se não deixasse de interditar sua estrada e não afastasse sua moradia do rio. Já a Prefeitura pagaria R$ R$ 1 mil se não abrisse a estrada e fizesse o acesso às propriedades prejudicadas pelo desvio. Eu cumpri a minha parte, diz. Pela nova estrada aberta, reclama, ele, é impossível trafegar dois carros em sentidos opostos, situação que pode piorar se chover. A pista ficará alagada e um dos carros vai cair no barranco, analisa. (AA)