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CIDADES
Quarta-feira, 09 de Março de 2011, 21h:29

SEMI TO A TOA

Retirada do barco indeterminada

DHIEGO MAIA
Da Reportagem
Passados três anos do maior acidente náutico da história de Mato Grosso, a chalana Semi To a Toa, que afundou em pleno Pantanal e matou nove pessoas, entre passageiros e tripulantes, ainda continua submersa e assim deve permanecer por prazo indeterminado. O inquérito que investiga o acidente está parado, pois depende da perícia na embarcação para revelar as causas do naufrágio. O problema também emperra processos de indenização concedidos às famílias das vítimas. Ontem à tarde o secretário de Estado de Segurança Pública (Sesp), Diógenes Curado, abriu mais um capítulo do caso. Ele disse que vai contratar via licitação nova empresa para içar a embarcação das águas do rio Cuiabá. “A empresa atual não cumpriu o contrato”, enfatiza. Curado ainda destacou que a atual empresa poderá ser responsabilizada judicialmente por quebra de contrato. “Ela não fez o cálculo das dificuldades para a retirada da embarcação”, aponta. O secretário disse que vai buscar ajuda da Marinha para o processo de retirada da embarcação sair mais rápido. O caso segue investigado em Poconé. IMBRÓGLIO - Em fevereiro do ano passado, o governo chegou a anunciar que os destroços da chalana seriam finalmente içados no período da estiagem, em meados de abril. Tratava-se de mais uma prorrogação do procedimento anunciada pela então Secretaria de Justiça e Segurança Pública, que antes revelara data em janeiro daquele ano, mas passara a alegar dificuldade de se trabalhar em meio às chuvas. Em abril, a empresa responsável Firma de Mergulhos e Engenharia LTDA anunciou a chegada em Mato Grosso dos equipamentos necessários e a equipe de 10 mergulhadores para iniciar a retirada da chalana em 10 ou 15 dias. Dias após o anúncio, a primeira parte da equipe chegou a realizar mergulhos preliminares para verificar as condições da embarcação, mas o nível das águas atrapalhava os trabalhos. E em agosto novamente o inquérito empacou devido à burocracia por parte da Marinha, que requisitou mais documentação e informações por parte da empresa contratada para resgatar a chalana. OUTRO IMBRÓGLIO - O encerramento dos inquéritos civil e militar a respeito da explosão de uma granada que dilacerou a mão direita do agente prisional Adão Ramos da Silva depende apenas do Exército. É que a Polícia Técnica do Estado se eximiu da responsabilidade de avaliar os artefatos por não ser o órgão competente. Em decorrência da demora, o inquérito militar já foi encerrado, mas, com ressalvas. (Colaborou Renê Dióz)

Edição EDIÇÃO 16963




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