CIDADES
Terça-feira, 05 de Junho de 2007, 21h:04
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TRAGÉDIA
Resultado de laudo pericial é adiado
Informações sobre de quais armas partiram os tiros que mataram um adolescente em Rondonópolis e feriram mais nove ainda não estão concluídas
ALECY ALVES
Da Reportagem
Ao contrário do que era esperado, o laudo da perícia sobre as armas e munições usadas na desastrosa simulação da Polícia Militar de Rondonópolis, ocorrida no último dia 26, não será divulgado hoje. A Coordenadoria da Criminalística solicitou prorrogação de prazo ao delegado regional de Rondonópolis, João Pessoa de Moraes, responsável pelas investigações. Além do prazo legal de 10 dias, que expira hoje, o coordenador Antônio Carlos de Oliveira disse que para concluir a série de exames que programou para as armas e munições recolhidas com os policiais e no local da simulação precisa de mais tempo, pelo menos até a próxima terça-feira, dia 12. Oliveira, conforme a assessoria de imprensa da Secretaria de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), explicou que essa prorrogação é extremamente necessária para que possam concluir o laudo sem deixar qualquer dúvida sobre a origem dos tiros que mataram o estudante Luiz Henrique Dias Bulhões, de 12, e feriram nove pessoas, das quais seis crianças. Sem detalhar informações, o coordenador de Criminalística adiantou que no momento já teria como identificar conclusivamente as armas que estavam com balas de verdade, mas prefere finalizar as análises previstas inicialmente para anunciar. Sem o laudo, a polícia teve de adiar a reconstituição da simulação, que também deveria acontecer hoje. Por enquanto, não há data marcada para encenar os momentos de horror vividos pelas vítimas e moradores do Jardim das Flores, periferia de Rondonópolis, que assistiam à apresentação dos militares. A TRAGÉDIA Na manhã do dia 26 de maio, sábado, ao simular uma ação de resgate de vítimas de seqüestro mantidas reféns dentro de um ônibus, policiais militares acabaram usando munição de verdade, ao invés de festim, como estava programado. No confronto com os bandidos, os policiais dispararam dezenas de tiros. As munições, que deveriam ser de festim, estouraram o vidro traseiro do microônibus da PM, mataram o estudante Luiz Henrique com um tiro na cabeça, feriram outras pessoas, a professora Purcina Adriano Ferreira, 33, o policial militar Gilberto Carlos, 29, e Maria Aparecida dos Santos, 68.