CIDADES
Sábado, 23 de Agosto de 2014, 13h:53
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ACREDITAR É PRECISO
Reportagem reacende esperança
YURI RAMIRES
Da Reportagem
Há 28 anos sem ter notícias da irmã, a paranaense Roseli Alves de França, moradora de Guarapuava, voltou a acreditar no reencontro após se deparar com uma reportagem publicada no Diário em 3 de janeiro de 2002. Maria Raquel Alves de França saiu de casa em 1986 e desde então perdeu o contato com a família. A história é típica de romance, mas que ainda aguarda por um desfecho feliz. Na época com 23 anos, Maria fugiu da cidade em que ela e sua família moravam, Pitanga (PR), em companhia do seu namorado, chamado Joaquim. Os pais da jovem desaprovaram o relacionamento, o que motivou a fuga. De acordo com Roseli, a irmã foi embora e nunca mais retornou. Desde então, conta, há um vazio na família, que é formada por nove irmãos. Segundo Roseli, não houve nenhuma briga, mas os pais não aprovavam o relacionamento dos dois. Uma das poucas informações que tiveram de Maria era de que ela estaria morando em Cuiabá. Além disso, há oito anos, eles receberam uma carta da irmã, junto com algumas fotografias. Como mudamos de cidade, não sabemos se ela nos procurou, mas há oito anos recebemos uma correspondência com algumas fotos dela, disse Roseli, explicando que os vizinhos da cidade em que moravam receberam a carta e encaminharam ao novo endereço. O tempo passou, mas as buscas continuaram. Mandamos diversas cartas para programas de televisão e rádio, mas sempre sem sucesso, explicou Roseli. Porém, no decorrer da semana, a família realizou uma busca no Google com o nome completo de Maria, e teve uma surpresa. Encontramos a notícia com foto, que mostra uma mulher com os mesmos traços das nossas irmãs aqui. Lá dizia que ela havia sido baleada ao tentar impedir o assassinato do marido, que tinha outro nome, não era o Joaquim, contou Roseli, que depois disso perdeu o chão por alguns minutos, temendo pela vida da irmã. Ela contou que ficou muito assustada, mas em seguida se deu conta de que Maria estava dando entrevista, logo, nada de grave tinha acontecido. O desejo de Roseli e dos irmãos é encontrar Maria o quanto antes. Não sabemos mais nada da vida dela, se casou com o Joaquim, se teve filhos e o que passou nesses anos, mas nosso desejo é encontrá-la novamente. Minha mãe sempre fala dela, estamos ansiosos por esse encontro, disse Roseli, afirmando que a saudade e o amor pela irmã andam juntos. Por fim, Roseli pediu para que entre em contato com o Diário quem souber do paradeiro de Maria Raquel Alves de França, hoje com 51 anos.