CIDADES
Sábado, 20 de Junho de 2009, 12h:57
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Rei das raízes tem freguês fiel
Dono de uma banca de ervas medicinais, Izidoro Francisco de Almeida, 42 anos, é o rei das raízes no Mercado do Porto. Há 15 anos no ramo, Almeida comercializa cerca de 150 espécies de folhas, cascas e raízes brasileiras e importadas. Só estimulantes sexuais são 10 tipos extraídos do cerrado, mata e cultivados pelo homem. Entre os mais comuns estão a catuaba, nó de cachorro e o enverga teso. Todos, garante, com eficiência comprovada. Se não fossem bom, os clientes não voltavam pra comprar, argumenta. De tanto lidar com ervas, Izidoro Almeida já pensam em fazer faculdade de Farmácia. Ele não quer fazer o curso para mudar de ramo, abandonar a banca na feira, mas para aumentar seus conhecimentos, poder dizer que tem estudos e realizar o sonho que não pôde por em prática quando era jovem. Aos 38 anos, Bosco Bueno, um cuiabano de tchapa e cruz, como se define, é considerado o rei do peixe seco. Responsável pela banca de descama e corte do pescado no Mercado do Peixe, Bosco não apenas limpa, tira as espinhas do peixe que os consumidores compram na feira. Há mais de 15 anos, ele aprendeu com o irmão, João Bueno, de 42 anos, a salgar e secar peixes, uma iguaria tradicional dos cardápios das peixarias e casas de famílias cuiabanas. Semanalmente, ele vende uma média de 50 unidades de pacu salgado. Bosco veio de uma família de pescadores. A mãe dele, dona Juventina Bueno, de 62 anos, viúva de pescador, mora e é pescadora em Santo Antônio de Leverger (30 quilômetros de Cuiabá). Na mesma cidade moram os irmãos dele, João e Tereza, que também vivem da pesca. Em Cuiabá, o irmão caçula de Bosco, Roberto Bueno, de 22 anos, começou a trabalhar no Mercado limpando e salgando pescado. Já o outro irmão, José, de 32 anos, trocou a feira pela cozinha de uma peixaria, onde limpa e corta peixes. (AA)