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CIDADES
Quarta-feira, 11 de Fevereiro de 2009, 21h:20

PRONTO-SOCORRO

Reforma sai do papel só no 2° semestre

Secretaria alega que cronograma prevê, primeiramente, conclusão de obras e reforço no atendimento de policlínicas, para atender população

RENÊ DIÓZ
Especial para o Diário
Medida fundamental para minimizar as deficiências da saúde em Cuiabá, a reforma do Pronto-Socorro Municipal está prevista para sair do papel somente no segundo semestre deste ano. A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) pretende iniciar as obras, com recursos federais e municipais, somente após a conclusão de reformas nas policlínicas do Verdão e do Planalto. De acordo com o secretário municipal de Saúde, Luiz Soares, a espera se deve a uma “questão de responsabilidade”, como define. Toda a estrutura do atual Pronto-Socorro será reformulada e, consequentemente, haverá a necessidade, durante as obras, de transferir a demanda de atendimento às policlínicas. O projeto de reforma prevê cerca de R$ 5 milhões em investimentos só no Pronto-Socorro e, essencialmente, promove uma “mudança conceitual” em seu funcionamento, atribuindo-lhe somente o atendimento a casos de urgência e emergência. Os recursos para as obras são oriundos do programa QualiSus, do Ministério da Saúde, que visa melhorar o serviço nas emergências dos hospitais no país. Além das obras de reforma, a cidade deve receber, até abril, uma nova unidade de policlínica no bairro Pedra 90. Construída apenas com recursos municipais – cerca de R$ 1,3 milhão – a unidade deve ser inaugurada até o aniversário da Capital, no dia 8 de abril. Apesar das obras de ampliação e reforma do Pronto-Socorro, o secretário Luiz Soares diz que a saúde continuará com sua principal deficiência: o atendimento hospitalar. “A primeira ‘porrada’, o pronto-socorro aguenta. O problema é a parte hospitalar, o serviço ao paciente após o atendimento a um trauma ou situações parecidas, ou seja, o que fazer depois”, diz o secretário, justificando a necessidade de um hospital central estadual para desafogar a demanda. Soares avalia que, atualmente, a unidade de retaguarda do Pronto-Socorro é um “hospital geral”, tendo suas funções extrapoladas devido à demanda insustentável oriunda não só de Cuiabá, mas de Várzea Grande e dos demais municípios do interior. O secretário de Saúde se queixa de um suposto auxílio insuficiente por parte do Estado. “A saúde em Cuiabá é mantida por uma estrutura tripartite, é um tripé, mas com uma perna mais curta. O governo federal entra com 50% dos investimentos, o município com 42% e o Estado com apenas 8%”, explica Soares. PRONTO-ATENDIMENTO – O pronto-atendimento de saúde tem se descentralizado no município, do Pronto-Socorro para as policlínicas nos bairros, segundo a SMS, em paralelo ao sistema de acolhimento e classificação de risco. O resultado foi a queda de consultas concentradas no Pronto-Socorro e o crescimento nas policlínicas, que passaram de 13 mil em janeiro para 25 mil em dezembro de 2008 nas unidades nos bairros.

Edição EDIÇÃO 16961




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