NA HORA
O jornal de Mato Grosso Facebook Facebook twitter youtube

Cuiabá MT, Sexta-feira, 12 de Junho de 2026

CIDADES
Quinta-feira, 05 de Junho de 2008, 21h:12

CRIME DA UFMT

Recebida denúncia contra ex-servidor

Além de Jorge Tabory, que trabalhou no campus da UFMT de Rondonópolis e é considerado mentor do crime, ainda responderá Jaeder Santos, o executor

NAÍLA ALBUQUERQUE
Da Reportagem/Rondonópolis
O juiz federal da subseção judiciária de Rondonópolis, Francisco Alexandre Ribeiro, acatou a denúncia do Ministério Público de homicídio qualificado contra Jaeder Silveira dos Santos e Jorge Luiz Tabory. Os dois são acusados de participar, Jaeder como autor e Jorge como mandante e partícipe, do crime de homicídio qualificado contra três servidores públicos da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), executados no dia 27 de novembro do ano passado, na cidade. Com a decisão, a Justiça também decretou o fim do sigilo sobre o caso. O crime, que gerou comoção em todo o Estado e teve repercussão nacional, levou à morte a professora e pró-reitora do campus da UFMT de Rondonópolis, Soraiha Miranda de Lima, o prefeito do campus, Luiz Mauro Pires Russo, e o professor de Zootecnia, Alessandro Luiz Fraga. O motivo do crime estaria relacionado às funções públicas que a professora e o motorista desempenhavam na faculdade. Os denunciados foram presos em dezembro e permanecem nesta condição. Jorge está na Cadeia Pública de Rondonópolis e Jaeder, na Penitenciária “Major Eldo Sá Correa”, mais conhecida como Mata Grande. A decisão do juiz foi expedida na última quarta-feira e relata o reconhecimento de provas consistentes e suficientes para que os réus respondam pelo crime de homicídio qualificado e enfrentem julgamento pelo Tribunal do Júri Federal, da Subseção Judiciária de Rondonópolis. O processo mostra que foram ouvidas nove testemunhas de acusação, cinco testemunhas de defesa do réu Jaeder e sete, de Jorge. Relata-se ainda que o autor dos disparos “entregou” o mandante do crime. A pedido do advogado de Jaeder foi ouvida novamente uma das testemunhas por ter omitido um fato importante que auxilia no entendimento de que Jorge foi mandante e teve participação no crime ao buscar Jaeder de moto próximo à casa da vítima. Para confirmar a versão de Jaeder foi solicitado novamente o depoimento do gari Reginaldo Bezerra. Ele teria visto o autor do crime (Jaeder) ainda encapuzado e em seguida cruzou com a moto (Jorge) que o buscou no local. “O depoimento do gari teria sido importante para comprovar que Jorge teria cruzado com ele, conduzindo uma moto, próximo ao local do crime”, consta das alegações do MPF na decisão. A defesa de Jorge ainda pede no processo para que a Justiça não o ligue às mortes do motorista e do outro professor, uma vez que “a vítima-alvo seria única e tão somente a pró-reitora Soraiha, não podendo ser responsabilizado por fato alheio à sua vontade”, dizendo que a morte dos outros dois servidores seja creditada somente a Jaeder. Em resposta a tal pedido, o juiz é prontamente contra, argumentando que não vislumbra acolhê-lo, visto que Jorge “não é só mandante do homicídio da pró-reitora, mas também de ser partícipe (quem contribui para a prática do crime) do mesmo, o qual de forma lógica, deflagrou a ocorrência dos demais eventos fatais”.

Edição EDIÇÃO 16961




ENQUETE
Você acredita que a Ferrovia Vicente Vuolo vai chegar a Cuiabá?
Sim. Seria uma questão de tempo. E de interesse.
Não. A Rumo já sinalizou que não é uma prioridade
Tanto faz. Em MT, os políticos não ligam para a obra
PARCIAL