CIDADES
Sábado, 05 de Junho de 2010, 13h:02
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MEGA-SENA
Reação será judicial
Defesa de Fábio, filho cujo pai é acusado de tramar sua morte, afirma que vai acionar Serafim por calúnia
A defesa do milionário Fábio Cezar Barros Leão, 40, pretende acionar a Justiça contra o que chamou de cada denúncia caluniosa dita à imprensa pelo pai, o superintendente afastado da Federação das Indústrias de Mato Grosso (Fiemt) Francisco Serafim de Barros, 60 anos, acusado de engendrar um plano de execução para Fábio por conta de R$ 28 milhões que ele ganhou na loteria. Para cada maledicência, um processo, resumiu o advogado Ricardo Monteiro sobre a postura que adotará devido às declarações dadas por Serafim após deixar a prisão. Na sexta-feira, Serafim falou pela primeira vez sobre o caso desde o dia 28, quando foi preso, negando ter encomendado a morte do filho, plano que teria sido desvendado após a polícia sul-mato-grossense deter dois pistoleiros. O delegado Ivan Barreira, de Campo Grande, teria avisado Fábio do perigo iminente, segundo Monteiro. Além de sua versão dos fatos, Serafim pôs em dúvida tanto a condição mental de seu filho cogita transtorno bipolar - quanto seu caráter, atribuindo-lhe crimes, entre eles receptação de veículo, tentativa de homicídio, homicídio, desmatamento ilegal e ameaça à própria família. A menção aos crimes, segundo Serafim, serviria para mostrar que seu filho é capaz de tudo, até mesmo de orquestrar a prisão do pai para desmoralizá-lo. Já segundo Monteiro, parte das acusações está sendo levantada contra seu cliente só com o intuito de atingi-lo moralmente, uma vez que Serafim não teria conseguido fisicamente. A reportagem não conseguiu contato telefônico com Serafim para comentar o assunto. Monteiro diz que alguns fatos levantados por Serafim de fato procedem, mas que Fábio nunca fugiu deles. É o caso do crime de homicídio pelo qual ele responde até hoje. Em 2005, Fábio se envolveu numa briga de bar no bairro Sucuri, em Cuiabá, e que terminou com a morte de Mário Gregório de Almeida, 32 anos. Monteiro conta que ele passou a manter a família da vítima desde a ocorrência enquanto continua respondendo ao processo. A tentativa de homicídio diz respeito ao mesmo caso. O advogado de Fábio informou que está analisando todas as declarações feitas por Serafim contra seu cliente, mas já aponta algumas que teriam sido ditas de modo a criar uma cortina de fumaça nos fatos. O ponto mais grave seria o crime de ameaça, que acabou na Justiça. O processo contra Fábio está no Juizado Especial Criminal de Cuiabá e se baseia num boletim de ocorrência de dezembro de 2008, no qual Serafim e Fabiano, irmão caçula de Fábio (também preso como suposto membro da quadrilha liderada pelo pai; até hoje aguarda ser libertado em Campo Grande) relatam ligações telefônicas nas quais Fábio afirmava que os dois iriam ser mortos ou deixados na miséria. As partes chegaram a se encontrar numa audiência onde se tentou uma conciliação que não foi aceita porque Fábio alegou não existirem provas das tais ameaças. Sobre o crime ambiental, Monteiro afirmou que a fazenda onde ele teria ocorrido foi comprada por Fábio já com o passivo ambiental, mais ou menos o que diz sobre a suposta receptação de veículos. Monteiro conta que se trata de um carro que Fábio comprou e contra o qual nada constava no Detran. A procedência do carro foi questionada depois e Fábio respondeu por receptação culposa, mas o processo foi arquivado.