Representantes do Ministério da Saúde e dirigentes das 109 unidades de reabilitação de todo Estado estiveram presentes no lançamento do 8° Encontro das Unidades Descentralizadas de Reabilitação. O objetivo foi discutir a descentralização dos serviços de reabilitação e a troca de experiências entre os profissionais. Segundo o secretário de Estado de Saúde, Agostinho Moro, a reabilitação de pacientes com deficiência, problemas de coluna ou que sofreram trauma na coluna é uma das áreas que mais avançaram nos últimos anos. O secretário explica que atualmente 105 municípios de Mato Grosso contam com unidades de reabilitação. Conforme Agostinho, as construções desses centros foram realizadas em parceria: o governo do Estado cede os equipamentos, avaliados em R$ 26 mil, e a prefeitura disponibiliza o espaço e os profissionais, como fisioterapeutas e médicos. A maior dificuldade para os municípios do interior é encontrar mão-de-obra médica, afirma. Ele também destaca que até o fim do ano que vem, todos os municípios devem possuir um centro de reabilitação próprio. Isso vai evitar que as pessoas precisem se locomover de suas cidades para fazer o tratamento. A diretora do Centro de Reabilitação Integral Dom Aquino Correa (Cridac) informou que são atendidos pelas unidades existentes aproximadamente 250 mil pacientes em cerca de 1,2 milhão de tipos de procedimentos diferentes. Só no Cridac, em Cuiabá, são atendidos 600 pacientes por dia. Mas ali é o único espaço do Estado a atender média e alta complexidades, que correspondem a 15% dos atendimentos. Até o ano que vem, o Cridac deverá ter uma nova sede, no bairro Consil, e a capacidade de atendimento deverá ser ampliada.