NA HORA
O jornal de Mato Grosso Facebook Facebook twitter youtube

Cuiabá MT, Terça-feira, 23 de Junho de 2026

CIDADES
Sábado, 30 de Março de 2013, 12h:46

MINISTRO

R$ 4,6 bi em 18 meses

Campelo diz que cidades-sedes têm um espaço curtíssimo de tempo para realizar todas as obras previstas para a Copa

RODRIGO VARGAS
Da Reportagem
Se quiserem concluir todas as obras prometidas para a Copa de 2014, as 12 cidades-sede do evento terão de executar um total de R$ 4,6 bilhões em menos de 18 meses, ou quase R$ 300 milhões por mês. A avaliação foi feita pelo ministro Valmir Campelo, relator dos processos da Copa de 2014 no tribunal, em entrevista concedida ao DIÁRIO. Segundo ele, "existe muito trabalho a fazer em um espaço curtíssimo de tempo". "As obras de mobilidade urbana das cidades-sede como um todo estão com sua execução física muito baixa, bastante aquém do inicialmente previsto. É notório, claro, que isso traz preocupação", disse o ministro. A entrevista foi concedida por e-mail, um dia após a confirmação de que Campelo virá a Cuiabá para vistoriar as obras em andamento no dia 15 de abril. O ministro negou que a agenda tenha sido definida em razão das recentes turbulências envolvendo o atraso na execução das obras e a saída de duas empreiteiras. "A visita é rotineira. Tenho feito tal acompanhamento em todas as cidades-sede da Copa do Mundo", disse. Sobre a saída da empreiteira Santa Bárbara, que liderava o consórcio construtor da Arena Pantanal, Campelo disse que acreditar que "se os recursos fluírem normalmente, nada mudará". "Quanto à preocupação do TCU, o foco é que a finalidade do empréstimo realizado pelo BNDES (banco federal) seja cumprido; e isso inclui o término hábil da obra." Na visita a Cuiabá, Campelo disse que a atenção do tribunal não estará fixada apenas às obras com financiamento federal, como a Arena Pantanal (BNDES) e o VLT (Caixa Econômica Federal). "Buscamos mais que isso: sentir as preocupações e dificuldades vivenciadas pelos gestores no que tange à regular liberação dos recursos desses bancos federais para irrigar os empreendimentos ", declarou. Campelo disse que o TCU teve acesso ao relatório produzido pelo TCE-MT, que apontou atrasos em cerca de 90% das obras iniciadas em Cuiabá e Várzea Grande para o Mundial. "Temos dialogado bastante com o Tribunal de Contas do Estado e o impacto daquelas informações está sendo adequadamente tratado nos respectivos processos autuados para tal. Nada, ainda, que importe determinação do TCU para obstar o regular fluxo de recursos”. Sobre o uso do RDC (Regime Diferenciado de Contratação) para as obras do VLT, Campelo considerou que, ainda que a obra não ficasse pronta para a Copa, o procedimento licitatório poderia ser mantido sem problemas. "Em outras situações semelhantes, quando houve exclusão de algumas obras da matriz de responsabilidades para a Copa, os empreendimentos foram incluídos no Programa de Aceleração do Crescimento do Governo Federal (PAC), o que ‘legalizaria’ a utilização do RDC. É o que tem ocorrido." Sobre o andamento das obras da Copa no país, o ministro lembrou que, até fevereiro deste ano, haviam sido repassados pouco mais de 20% dos valores financiados pela CEF para a preparação do evento. "Significa que em dezesseis meses, quase R$ 4,6 bilhões devem ser desembolsados. São quase R$ 300 milhões por mês.

Edição EDIÇÃO 16968




ENQUETE
Você acredita que a Ferrovia Vicente Vuolo vai chegar a Cuiabá?
Sim. Seria uma questão de tempo. E de interesse.
Não. A Rumo já sinalizou que não é uma prioridade
Tanto faz. Em MT, os políticos não ligam para a obra
PARCIAL