CIDADES
Terça-feira, 15 de Maio de 2012, 21h:51
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COPA DE 2014
Quem vai pagar a conta?
O VLT de Cuiabá e Várzea Grande custará no mínimo R$ 250 milhões a mais do que a estimativa do governo
RODRIGO VARGAS
Da Reportagem
O VLT de Cuiabá e Várzea Grande custará no mínimo R$ 250 milhões a mais do que a estimativa usada pelo governo para obter financiamento federal para a obra. E, até o momento, não há fonte de recursos para cobrir a diferença. Na licitação conduzida pela Secretaria Extraordinária da Copa Fifa 2014 (Secopa), o menor preço proposto para a obra é de R$ 1,477 bilhão - 23% a mais do que os R$ 1,2 bilhão previstos. Ao todo, quatro grupos reunindo 23 empresas se habilitaram a participar da concorrência. Os consórcios e propostas de construção foram conhecidos ontem em uma sessão pública na sede da Secopa. O valor mais baixo foi orçado pelo consórcio VLT Cuiabá, que reúne cinco empresas dentre as quais a C.R. Almeida S/A Engenharia de Obras, Santa Bárbara Construções S/A e a CAF Brasil Indústria. Formado por seis empresas (incluindo a estatal chinesa China National Machinery e as mato-grossenses Engeglobal e Três Irmãos), o consórcio Expresso Verde trouxe a conta mais alta: R$ 1,850 bilhão Também participam da licitação os consórcios Tranvia Cuiabá e Mendes Júnior/Soares da Costa/Alstom, que apresentaram propostas orçadas em R$ 1,596 bilhão e R$ 1,547 bilhão, respectivamente. Questionado sobre os valores propostos, o secretário Maurício Guimarães disse que as cifras não foram uma surpresa, mas ficaram um pouquinho acima da expectativa do governo. Segundo ele, o governo nunca disse que a obra iria custar R$ 1,2 bilhão. O governo sempre teve financiamento aprovado neste valor, mas nós sempre dissemos que o valor da obra se daria na licitação, afirmou. Guimarães disse que a primeira opção será tentar baixar os valores. Se isso não for necessário, nós temos várias alternativas para fazer essa complementação. O governador anunciará [essas alternativas] quando o valor final da licitação for divulgado. O valor da complementação necessária é uma incógnita. Como a licitação é realizada na modalidade de melhor preço/melhor técnica (na qual o segundo item representa 60% da nota final), a menor proposta não necessariamente será a vencedora. Vamos levar em conta, além do preço, o acervo técnico, atestados de outras obras no Brasil e no mundo, a solução apresentada para o transporte de modal e o prazo de execução, disse Guimarães. O secretário José Lacerda (Casa Civil), disse que, se necessário, o governo irá se reunir com a equipe econômica para verificar a possibilidade de usar o caixa do Estado na operação. PRAZO - O representante do consórcio Expresso Verde, Pedro Augusto Moreira, disse que o valor da obra foi orçado considerando as dificuldades esperadas para sua execução. Ricardo Sanches, gerente comercial da CAF e integrante do consórcio VLT Cuiabá, disse desconhecer a metodologia utilizada para a estimativa de 1,2 bi apresentada pelo governo. Não sei o que o governo fez, só sei o que fizemos, desconversou. Sobre a licitação, Sanches disse que a apresentação de um preço mais baixo foi apenas o primeiro passo. E afirmou que o consórcio tem condições de cumprir o cronograma até a Copa. A Copa está aí e o primeiro jogo já está marcado. Pretendemos trabalhar bastante e cumprir o cronograma. O secretário da Copa disse que, com base nas propostas apresentadas, poderá haver alterações em relação ao anteprojeto da obra. Talvez venha alguma alternativa que ajude a mobilidade do transporte público. Veja quadro nesta edição com as obras em andamento.