CIDADES
Segunda-feira, 16 de Julho de 2007, 20h:35
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DIREITO DO CONSUMIDOR
Queixas ao Procon têm número ampliado
Comparado com período do ano passado, protestos são maiores
ALECY ALVES
Da Reportagem
O número de queixas sobre a qualidade de serviços essenciais como telefone móvel, água e esgoto aumentou nos primeiros seis meses deste ano. Da vice-liderança o setor de serviços passou ao posto de campeão e agora representa 37,57% do total geral de denúncias no Procon-MT, segundo dados divulgados ontem pela superintendência do órgão em Mato Grosso. De janeiro e junho de 2007 foram registradas 2.906 reclamações de consumidores descontes ou prejudicados financeiramente por empresas e órgãos públicos que prestam serviços. Desse total, 867 reclamaram de cobrança abusiva, indevida e outras questões relacionadas ao telefone celular. Outras 512 queixaram foram motivadas por problemas com o telefone convencional (fixo). O setor de produtos, agora o segundo mais reclamado, foi alvo de 2.503 queixas, 32,35% na comparação geral. Em 2006, o Procon-MT recebeu 5,4 mil reclamações nos seis primeiros meses. Este ano, contabilizou 7.734 queixas, 2.334 a mais que o mesmo período do ano passado. No terceiro lugar aparecem as queixas contra sobre serviços financeiros. Os bancos comerciais lideram o número de reclamações (375), seguidos dos cartões de crédito (330), outros contratos (172) e financeiras (101). Os consumidores reclamaram de cobranças indevidas e abusivas de taxas e pelo não cumprimento, alteração e rescisão dos contratos firmados. A secretária Sandra Ayres está entre os consumidores que recorreram ao Procon-MT este ano por causa do telefone móvel. Na fatura do celular de Sandra apareceram cobranças de dezenas de mensagens, algumas feitas até países do Reino Unido, e ligações que ela diz não ter feito. Essa situação se repete há dois meses, segundo Sandra. Da primeira vez que reclamou junto à empresa, observou a consumidora, a fatura foi corrigida. No mês seguinte, porém, o erro se repetiu. Ela disse que confirmou, checando o código de barra da nova conta da fatura que ainda está por chegar na dela casa, que o valor é o mesmo que motivou sua queixa, ou seja, a empresa não excluiu as cobranças indevidas. O que levou Carla Karoline de Moraes ao Procon-MT foi a inclusão indevida do nome dela no cadastro do SPC. Passei vergonha numa loja ao tentar fazer um cartão, reclamou Carla, observando que somente depois disso descobriu duas faturas novas de um telefone celular que estava bloqueado desde outubro de 2006. De acordo com Carla Moraes, nem mesmo na transferência, recente, há menos de dois meses, da mesma linha do sistema pós-pago para pré-pago essa dívida apareceu.