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CIDADES
Terça-feira, 08 de Dezembro de 2015, 20h:29

OPERAÇÃO CRÁTONS

Quadrilha exploraria área indígena

YURI RAMIRES
Da Reportagem
A Polícia Federal deflagrou ontem a Operação Crátons, com o objetivo de combater crimes ambientais ligados à extração e comercialização ilegal de diamantes da terra dos índios cinta-larga em Rondônia. Em Mato Grosso, dois mandados de busca e apreensão e de condução foram cumpridos nas cidades de Juína e Jaciara. A investigação atual é um desdobramento da Operação Lava Jato. Cerca de 220 policiais deram cumprimento a 90 mandados judiciais, sendo 11 de prisão preventiva, 41 de busca e preensão, 35 de conduções coercitivas, além de três intimações para comparecimento a oitivas. Além de Mato Grosso e Rondônia, os mandados foram cumpridos no Distrito Federal, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul, Bahia e Pará. O nome da operação faz referência às estruturas geológicas, que dão origem à formação dos diamantes. Conforme as informações da polícia, um mandado foi cumprido em cada cidade de Mato Grosso, mas ainda não há informações de quem sejam essas pessoas e que ligações tinham com a quadrilha de exploração. Ao DIÁRIO, a assessoria de imprensa da PF no Estado informou que não tem autorização de divulgar informações. Já na superintendência, em Brasília, não houve o acréscimo de nenhuma informação nova. De acordo com a PF, a quadrilha é formada por empresários, advogados, comerciantes, garimpeiros e índios. O grupo seria responsável por financiar, gerir e promover a exploração de diamantes no “Garimpo Lage”, que está localizado no interior da Reserva Indígena Parque do Aripuanã. A participação de uma cooperativa e de uma associação indígena na extração ilegal também foi identificada, porém, a polícia não divulgou o nome das entidades. Por ora, foi determinado o sequestro de um imóvel e do dinheiro encontrado nas contas dos principais investigados. O valor será utilizado no ressarcimento dos danos ambientais praticados. Os investigados vão responder, com base em suas responsabilidades e envolvimento no esquema, pelos crimes de extração de recursos minerais sem autorização do órgão competente, dano a unidade de conservação, usurpação de bem da União, receptação, formação de organização criminosa, associação criminosa e lavagem de dinheiro. DOLEIRO PRESO – Apesar de a PF não ter confirmado, estaria entre os presos, o doleiro Carlos Habib Chater. Ele é apontado como um dos financiadores do garimpo, em conjunto com outras quatro pessoas de Brasília. Carlos já foi alvo das investigações da Lava Jato no ano passado. Na verdade, ele seria dono de um posto de combustível, que deu origem ao nome da operação.

Edição EDIÇÃO 16969




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