CIDADES
Segunda-feira, 22 de Junho de 2009, 21h:41
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ALVO
Público GLS está alerta sobre mortes
ADILSON ROSA
Da Reportagem
Atenção pessoal, vocês têm que tomar cuidado com as pessoas que colocam em sua casa. As pessoas só pensam em fazer aquilo e esquecem de saber quem é essa pessoa e até em relação a amigos. Vocês têm que tomar cuidado. Esse nosso amigo não é o primeiro e nem será o último. Esse discurso foi feito pelo empresário Menotti Grigi, proprietário da Boate Zumzum, na madrugada de domingo, para o público GLS que frequenta a casa. O empresário, ao dizer nosso amigo, se referia ao mestre em química e professor da rede estadual de ensino, Kleyton Eduardo Pinheiro Antunes, de 28 anos, morto na semana passada. Grigi falou também a respeito da mensagem deixada no pára-brisa do carro da vítima: aos d+gays. Alguns freqüentadores disseram saber da morte do professor e estavam tomando cuidado. Para um representante do grupo Livre-Mente, que atua na defesa dos direitos dos homossexuais em Mato Grosso, essa orientação de Menotti é importante porque é uma mensagem direcionada ao público correto. Muita gente que está na boate já deve estar tomando cuidado, frisou. As investigações do assassinato de Kleyton ocorrem pela Delegacia do Complexo do Verdão, onde o delegado Luiz Fernando Arantes analisa as provas colhidas no automóvel da vítima, roubado durante o assassinato. O veículo foi localizado no bairro Verdão no mesmo dia. Há menos de um mês, outro professor da rede estadual de ensino também foi vítima de latrocínio e assassinado em circunstâncias semelhantes. Benedito Juarez Silva, o Toti, de 50 anos, foi encontrado morto e com as mãos amarradas em sua cama. A polícia, no entanto, já identificou o autor. Trata-se do produtor de eventos André da Silva Rodrigues, de 22 anos, com quem o professor mantinha um relacionamento íntimo. Pelo fato de Kleyton ser forte fisicamente, a polícia não descarta a hipótese de haver mais de um participante no assassinato. Ele foi encontrado morto na última quarta-feira de manhã, em sua própria cama, na sua casa, no bairro Novo Terceiro. Ele estava com as mãos amarradas, para não poder se defender e foi asfixiado. A polícia encontrou um pano enrolado no pescoço dele. Com certeza, quem matou Kleyton era uma pessoa conhecida, pois não houve arrombamento de portas e janelas. O criminoso entrou na casa aberta pela própria vítima, explicou um policial que participa das investigações.