CIDADES
Sexta-feira, 02 de Outubro de 2009, 01h:02
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SAÚDE PÚBLICA
PS amanhece sem 24 cirurgiões hoje
A partir de hoje, 24 cirurgiões do box de emergência do Pronto-socorro de Cuiabá (PSC) estão desligados do quadro da Saúde municipal. O anúncio, feito ontem, partiu de representantes dos cirurgiões um mês após a apresentação à prefeitura dos pedidos de demissão em massa e um dia após a assembléia da categoria rejeitar as propostas feitas pelo município na tentativa de dar fim à paralisação e às demissões. Com a saída dos 24 cirurgiões, apenas três restam no box de emergência do PSC, setor prioritário da unidade, criando uma situação crítica na Saúde de Cuiabá. Os pedidos de demissão dos cirurgiões haviam sido feitos há um mês e, a partir daquela data, eles afirmavam estar cumprindo aviso prévio de 30 dias. O prazo, segundo o setor jurídico do Sindicato dos Médicos de Mato Grosso (Sindimed), expirou ontem, permitindo o desligamento dos profissionais demissionários. Os médicos pediatras, que também apresentaram pedidos coletivos de demissão pouco depois dos cirurgiões, devem decidir se saem da rede municipal na segunda-feira, quando a categoria novamente se reúne em assembléia. Para o grave panorama que se instauraria na Saúde com as demissões dos médicos, o prefeito Wilson Santos afirmou, desde o início, que tinha um plano B suficiente para garantir o atendimento à população. Entretanto, Santos em nenhum momento explicou quais medidas seriam tomadas neste caso, argumentando que sua intenção era de que os médicos permanecessem na rede e que não queria utilizar o plano B como pressão enquanto negociava com eles. O prefeito não foi encontrado ontem para comentar o assunto e a assessoria de imprensa da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) informou que se pronunciaria somente hoje. Já a categoria dos médicos duvida que a prefeitura tenha condições de garantir o atendimento pleno à população em casos de emergência sem a atuação dos demissionários. Ele não vai achar colegas com esse perfil, prevê o cirurgião demissionário Walter Gouveia, argumentando que, posto o salário-base pouco atrativo (R$ 800), raramente um profissional se interessaria em trabalhar no PSC. Quem trabalha lá é porque gosta, o consultório dá muito mais. E a maioria lá tem mais de cinco anos de preparo. NEGOCIAÇÕES - O presidente do Sindimed, Luiz Carlos Alvarenga, frisou ontem porque a categoria tem rejeitado em bloco as propostas do prefeito, que muito já teria prometido e nada teria cumprido em outras ocasiões. Alvarenga divulgou um termo de compromisso, assinado em 2006, no qual Santos já se comprometia a implantar um novo Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) até 2007. Hoje, esta é uma das principais reivindicações do movimento dos médicos.