Próprio Comdipi não conhece número de idosos em abrigos
O presidente do Conselho Municipal de Defesa dos Direitos dos Idosos (Comdipi), professor Luis Roberto da Costa Pinto, diz que o órgão não dispõe de dados sobre a quantidade de idosos que vivem em abrigos. Recentemente, informa, fizeram uma campanha para cadastramento e recadastramento, mas poucas instituições atenderam ao chamado, apesar de a inscrição ser uma exigência legal para instalação. A falta de ocupação para os idosos que moram em asilos, relata, foi uma das principais discussões na pauta da última conferência municipal sobre políticas públicas para os idosos, realizada em junho. Lazer, cultura, atividades físicas e ocupacionais como cursos de artesanato não são oferecidas sistematicamente em nenhum abrigo. O que se vê, pondera, são serviços levados esporadicamente por voluntários. O processo de envelhecimento reúne questões biológicas, psicológicas e sociais que precisam ser trabalhadas por profissionais capacitados nas mais diversas áreas, reclama. Professor de Educação Física e mestre em Gerontologia, um campo profissional relativamente novo que trabalha e investiga os fenômenos fisiológicos, psicológicos e sociais relacionados com o envelhecimento, o presidente do Comdipi alertou que a ociosidade acelera o envelhecimento e leva a doenças graves, como depressão e atrofiamento muscular. (AA)