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Cuiabá MT, Quinta-feira, 11 de Junho de 2026

CIDADES
Sexta-feira, 09 de Setembro de 2011, 20h:20

DESOCUPAÇÃO

Propostas para ficar são oficializadas

Camelôs formalizam à prefeitura intenção de fincar em duas ruas específicas do Centro ou sejam instalados, de forma ordenada, onde já estão

ALECY ALVES
Da Reportagem
Os camelôs que trabalham irregularmente nas ruas, calçadas e praças da área central de Cuiabá oficializaram ontem à tarde duas reivindicações à Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Smaaf), ambas em defesa da permanência deles na mesma região. Na primeira, pedem que sejam distribuídos em dois trechos de ruas. Eles escolheram a travessa Avelino Siqueira, ao lado da loja Tecelagem Avenida da rua 13 de Junho, onde já existem diversos ambulantes instalados, e a rua Antônio Maria, entre a Igreja Matriz (Catedral) e o cruzamento com a travessa João Dias. Na segunda proposta, os ambulantes pedem para continuar no local onde estão, ou seja, sobre a praça Ipiranga e trechos da ruas 13 de junho e praticamente toda extensão do calçadão da Antônio João. Nessa última proposta, aprovada em assembleia, os ambulantes apontam reorganizar a ocupação por meio de um sistema de cadastramento, emissão de licença e exclusão dos vendedores “forasteiros”, recém-chegados de outros estados e até países. O vereador Misael Galvão, presidente da Associação do Shopping Popular (dos Camelôs), que acompanha as negociações, disse que o próximo passo é apresentação dessas propostas ao prefeito Francisco Galindo. Ontem, as reivindicações foram entregues ao secretário de Meio Ambiente, Eldo Orro Gattaz, atendendo um pedido da gestão municipal de oficialização das propostas. A prefeitura de Cuiabá, que até o final da tarde de ontem não havia sido notificada da decisão judicial que determina a expulsão dos camelôs do Centro, quer levar essas propostas à discussão no Judiciário e no Ministério Público. Semana passada, o juiz José Zuquim Nogueira, da Vara Especializada do Meio Ambiente, acatou o pedido de liminar apresentado em ação proposta pelo promotor de Defesa da Ordem Urbanística e do Patrimônio Cultural, Gerson Barbosa. Zuquim estipulou prazo de 10 dias, a contar da notificação, para desocupação de praças, ruas e calçadas. Camelôs e prefeitura querem firmar acordo ampliando o prazo. A ideia é chegar a um consenso para que a situação dos ambulantes possa ser regularizada. O promotor autor da liminar aponta que os ambulantes, além de ocuparem o passeio público, destinado aos pedestres, também são vendedores de produtos sem certificação da origem, o que pode colocar a vida de usuários em perigo, como disse durante entrevista a uma emissora de TV do Estado ontem.

Edição EDIÇÃO 16960




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