CIDADES
Sábado, 01 de Dezembro de 2007, 11h:07
A
A
Propostas elaboradas para situação de três comunidades atingidas
A partir do estudo, dirigido pelo Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas (Ibase) do Rio de Janeiro, com a participação de outras entidades, foi elaborado o projeto Núcleos de Integração: uma proposta para o desenvolvimento comunitário. Entre as demandas e constatações, o documento apresenta questões comuns das três comunidades atingidas diretamente pela construção da usina. Uma delas é a fundiária, objeto de ampla discussão durante o estudo, especialmente no Quilombo, que, além de conviver permanentemente em conflito com os órgãos ambientais por causa das áreas de reserva e áreas de proteção permanente, ainda espera soluções para os casos de lote seco, assentamento feito pelo Incra. Conforme o diagnóstico, os espaços originais onde as famílias viviam e trabalhavam antes do alagamento dos rios eram terras de posse, arrendadas, próprias, cedidas, meias, emprestadas, consorciadas, alugadas, herdadas, bem como assentamentos do Incra e outras, mas nelas se podia cultivar e criar. A regularização fundiária é, portanto um dos aspectos importantes a serem resolvidos, para dar segurança às famílias reassentadas, traz um trecho do projeto. A geração de trabalho e renda, uma das questões debatidas nos encontros dos técnicos do Ibase, Furnas e de outras instituições, está apontado como o ponto mais enfatizado pelos participantes nas oficinas setoriais, inclusive contando com inúmeras sugestões e idéias. São sugestões e desejos bastante concretos e passíveis de aplicação, segundo conclusão do diagnóstico. Entretanto, a viabilização das sugestões deve ser detalhada a partir da construção do Núcleo de Integração Comunitária, reunindo as instituições e grupos locais para se proceder à articulação regional. Entre as alternativas mais citadas estão atividades relacionadas à agroindústria (processamento da farinha, polpa de frutas, doces, rapadura, açúcar mascavo), criação de aves (frango caipira, granja), de peixes e pequenos animais, além da produção do biodiesel, com o uso do pinhão manso e da batata-doce (etanol). Também querem atividades produtivas direcionadas para idosos e mulheres, como viveiros de mudas, plantas medicinais e hortas comunitárias para atender as famílias e merenda escolar das escolas locais. Na sexta-feira à tarde, a reportagem fez contato telefônico e enviou e-mail à assessoria de imprensa de Furnas pedindo informações sobre a implantação do projeto, mas não obteve resposta. (AA)