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CIDADES
Quarta-feira, 22 de Dezembro de 2010, 20h:46

SAÚDE PÚBLICA

Proposta de VG analisada por médicos

Profissionais, em greve pela segunda vez este ano, argumentam que pedidos não mudaram, mas prefeitura não honrou o combinado. Assembleia é hoje

DHIEGO MAIA
Da Reportagem
Os médicos da rede de atenção básica à saúde de Várzea Grande, em greve há uma semana, vão analisar hoje, durante assembleia da categoria, a proposta salarial encaminhada pela prefeitura do município. Esta é a segunda paralisação dos médicos em um ano. O problema é que as reivindicações se mantêm inalteradas. É o que garante o presidente do Sindicato dos Médicos de Mato Grosso (Sindimed). “Há um ano reivindicamos as mesmas coisas. Falta equipamentos, médicos e as condições de trabalho precisam ser melhoradas”, reforça. Os médicos de Várzea Grande reivindicam desta vez o cumprimento do aumento salarial de R$ 1,3 mil para R$ 1,6 mil e o pagamento do abono salarial, que está atrasado desde o mês de outubro. O abono é uma espécie de compensação salarial. Aos médicos da rede básica de saúde ficaram garantidos repasses de R$ 1 mil. Já aos que trabalham no Pronto-Socorro, o valor médio chega a R$ 2,5 mil. À reportagem, o secretário de Governo de Várzea Grande, Ney Adauto Rodrigues Leite, disse que a proposta da prefeitura assegura o pagamento do salário e abono salarial referente ao mês de outubro. A diferença de R$ 300 que corresponde ao novo salário dos profissionais e o abono dos meses de novembro e dezembro seriam quitados apenas em fevereiro do próximo ano. Ele explica que as finanças de Várzea Grande saíram do controle este ano por diversos motivos e, por isso, os salários atrasaram. “O município sofreu muitos prejuízos em relação ao ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços). Esse desencontro ocasionou esses problemas”, revela. Leite ainda disse que o 13º de todos os médicos já foi pago e que o salário de dezembro, ainda sem o aumento, será pago no dia 30 deste mês. O orçamento de 2011, segundo o secretário, já prevê o aumento salarial dos médicos. GREVE – Estão em greve, os médicos lotados nas policlínicas, postos de saúde e no Programa Saúde da Família (PSF), um total de 240 profissionais. Já no Pronto-Socorro, apenas a emergência mantém atendimento. Cirurgias eletivas estão suspensas. Na unidade trabalham 260 médicos. Outro impasse salarial pode deflagrar uma greve no Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Os 32 médicos do serviço aguardam votação em plenário da Assembleia Legislativa de um projeto que prevê aumento salarial e os adicionais noturno, de periculosidade e de insalubridade.

Edição EDIÇÃO 16961




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