A proposta do BRT em Cuiabá já não é mera coqueluche por parte do poder público. Foi anunciada pelo governo estadual dentro do pacote das 21 intervenções voltadas à Copa de 2014, em prol das quais Mato Grosso pleiteará recursos de aproximadamente R$ 350 milhões. Segundo projetos doados pela iniciativa privada ao governo do Estado, os dois eixos de corredores propostos - CPAAeroporto e CoxipóCentro darão suporte às maiores demandas do transporte público da Grande Cuiabá, nesta ordem. Eles terão seu ponto de intersecção num terminal a ser construído na região da Igreja do Rosário, Centro da Capital, e preferência de passagem nos cruzamentos com semáforo. É mais um fator a proporcionar velocidade e maior frequência de viagens dos ônibus. Entretanto, segundo o secretário de Transportes, Edivá Alves, ainda não existe estudo de viabilidade do BRT em Cuiabá e o conceito a ser implantado ainda merece discussões com a Agecopa. Por enquanto, sabe-se que o início das obras não deve ser para menos de dois anos e que os custos devem girar em torno de R$ 10 milhões por quilômetro construído devem ser necessários mais de 30. É caro, mas ainda é mais viável que a proposta do VLT. Segundo a Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos (NTU), para cada quilômetro do VLT são necessários mais de R$ 40 milhões inimagináveis para a Capital. (RD)