A promotora Julieta do Nascimento pediu ontem a interdição total do presídio Colônia Agrícola das Palmeiras, em Santo Antonio do Leverger (a 35 quilômetros de Cuiabá), o único destinado ao cumprimento de regime semi-aberto em Mato Grosso. O presídio já estava parcialmente interditado desde 2006, a pedido da própria promotora, devido a problemas de higiene, superlotação, moradia e a alimentação. Segundo Julieta, os problemas se arrastavam por dois anos. Durante esse período a Secretaria de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) ficou proibida de encaminhar novos reeducando no local. O intuito, conforme a promotora, era reduzir o número de detentos, na medida em que os 99 presos naquela época fossem conseguindo a progressão de pena para o regime aberto. De acordo com Julieta, o pedido de interdição feito ontem é uma forma de enfatizar que o modelo de funcionamento do presídio ofende a dignidade da pessoa humana, devido à precariedade da estrutura física, além das péssimas condições de higiene que demonstram a insalubridade do local. De acordo com o Ministério Público (MP), inúmeras tentativas foram feitas, com o objetivo de solucionar os imbróglios relacionados ao funcionamento da unidade prisional. A assessoria de imprensa da Sejusp informou por meio de nota que as obras de readequação começam na próxima semana e serão executadas pelos presos do local. Além disso, a Sejusp diz estar investindo em outras atividades, entre elas o plantio de cana de açúcar, mandioca e hortifrutigranjeiros.