O Ministério Público Estadual solicitará informações à Prefeitura de Cuiabá para embasar uma eventual investigação sobre o que provocou a morte dos cinco recém-nascidos na UTI neonatal do Pronto-Socorro. Diante do fato de que o setor já estar interditado, este foi o posicionamento inicial do promotor da Infância e Juventude José Antônio Borges, procurado ontem a respeito do assunto por um representante do Conselho Tutelar de Cuiabá. O MPE deu um prazo de 24 horas (até o final da tarde de hoje) para que a prefeitura também informe que medidas tomará para evitar novas mortes e para requerer vistoria da Vigilância Sanitária para colaborar nas investigações sobre a bactéria que acometeu a UTI. A notificação à prefeitura foi provocada pelo Conselho Tutelar, cujo representante, Devair Rodrigues Ribeiro, explicou que em quatro anos atuando nunca presenciou algo parecido e aponta o abandono da saúde no interior do Estado como uma provável causa. Segundo o raciocínio, a falta de unidades obrigou os recém-nascidos a serem transferidos para o já conturbado PS de Cuiabá. Além da Promotoria de Justiça de Defesa da Infância e Juventude, a Promotoria de Justiça de Defesa da Cidadania também instaurou procedimento investigatório para apurar o fato.