CIDADES
Terça-feira, 14 de Junho de 2011, 21h:15
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SEM AVANÇO
Professores vão reavaliar paralisação
Os professores e servidores administrativos das escolas da rede estadual de ensino, em greve desde o dia 6, reúnem-se amanhã, às 14h, em assembleia geral para avaliar o andamento das negociações e os rumos no movimento. O encontro será na quadra da Escola Estadual Presidente Médici, na avenida Mato Grosso, em Cuiabá, e deverá contar com a presença de grevista de diversos municípios que estão se deslocando em caravana, de ônibus. Ao final da assembleia, os professores devem seguir em passeata até a praça Ipiranga, no cruzamento das avenidas Generoso Ponce e Tenente Coronel Duarte (Prainha). Ontem à noite, o presidente do Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso (Sintep), Gilmar Soares Ferreira, reuniu-se com a secretária de Educação, Rosa Neide Sandes, e os deputados estaduais Ezequiel Fonseca e Romoaldo Júnior, presidente da Comissão de Educação na Assembleia Legislativa e líder do governo, respectivamente. Outra reunião acontece hoje para se chegar a definição de uma proposta, possivelmente com a partipação do governador. Os trabalhadores da educação pública reivindicam piso salarial imediato de R$ 1.312, enquanto o governo do Estado oferece implantação gradativa deste valor até abril de 2012. Valor imediato seria apenas aos professores do ensino médio, proposta também rejeitada pela categoria. Ferreira disse que o escasso investimento em Educação é o grande entrave para a implementação do piso. Para ele, a ampliação dos recursos de 25% para 35% é uma luta constante da categoria, conforme o que preconiza a Constituição Estadual. O sindicalista ponderou ainda que o valor reivindicado não ultrapassa o limite de 60% da receita que deve ser destinado ao pagamento de salários. Para o presidente do Sintep, além de não contemplar a reivindicação dos profissionais, tal medida representa o fim da carreira única na Educação. A proposta beneficiaria somente 94 professores e 930 trabalhadores, sem contar que a situação do Apoio Administrativo não ficou clara. "Aceitar isso seria o mesmo que rasgar o Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) unificado, conquistado com a luta incansável da categoria", finalizou Gilmar Soares. UNIVERSIDADE Os docentes da Universidade Federal de Mato Grosso definem hoje, em assembleia, se iniciam uma greve da categoria, já deflagrada pelos trabalhadores técnicos e administrativos da instituição na semana passada. (AA)