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CIDADES
Quinta-feira, 16 de Junho de 2011, 21h:12

EDUCAÇÃO DE MT

Professores radicalizam incomodando

Série de programações, como vigília em frente ao palácio e acampamento na praça Ulisses Guimarães, deve provocar governo por reivindicações

ALECY ALVES
Da Reportagem
Os professores da rede estadual de ensino, em greve desde o dia 6, decidiram radicalizar o movimento, como haviam prometido no início desta semana, caso não fossem atendidos em suas reivindicações. Ontem à tarde, na assembleia geral que superlotou o ginásio de esporte da Escola Presidente Médici, em Cuiabá, a categoria aprovou medidas que devem incomodar a alta cúpula do governo estadual e a Assembleia Legislativa. Na segunda-feira à tarde, a partir das 14h, farão um ato público de protesto na porta da Secretaria Estadual de Educação (Seduc). Logo depois, seguirão em passeata até a praça Ulisses Guimarães, local onde vão instalar um grande acampamento. Esta praça, escolhida estrategicamente, fica em um dos pontos mais movimentados da Capital, na avenida Historiador Rubens de Mendonça (do CPA), no acesso ao Centro Político Administrativo e na frente de um dos principais shopping centers da cidade, o Pantanal. A quarta-feira, véspera do feriado de Corpus Christi, será dedica à vigília no Palácio Paiaguás, a poucos metros do gabinete do governador Silval Barbosa. Para o feriado, os grevistas planejam a realização de um culto ecumênico no acampamento. A assembleia na qual essas medidas foram aprovadas muitos professores fizeram depoimentos de protestos. Além de discurso com tom de revolta, o ato registrou manifestações mais calorosas, como a do professor que tirou a calça para mostrar como, segundo ele, o governo quer deixar a categoria, que seria desprotegida, sem as mínimas condições de vida. Da Escola Presidente Médici, os professores saíram em passeata por vias centrais como Barão de Melgaço e Generoso Ponce, dispersando-se na praça Ipiranga. O presidente do Sindicado dos Trabalhadores da Educação Pública (Sintep), Gilmar Soares Ferreira, disse que os professores estão dispostos a permanecer acampados por tempo indeterminado. No local, disse, vão cozinhar, promover palestras, reuniões e forró. Na greve de 2001, lembrou ele, o acampamento se estendeu por 40 dias. Gilmar Ferreira criticou os deputados Romoaldo Júlio e Ezequiel Fonseca, líder do governo e presidente da Comissão de Educação na AL, respectivamente, e a secretária de Educação, Rosa Neide Sandes por, segundo ele, não conseguir a intermediação necessária ao acordo. Os professores querem o pagamento imediato de piso salarial de R$ 1.312 e a convocação de professores aprovados no último concurso. O governo quer implantar esse valor gradativamente até 2012, começando no final deste ano.

Edição EDIÇÃO 16961




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