Cerca de 600 professores de quase todas as cidades do Estado e alunos fizeram vigília em frente à Secretaria de Estado de Educação para cobrar melhorias. Durante a manifestação, que começou às 8h em frente à Secretaria de Estado de Educação (Seduc), foi apresentado um dossiê sobre as condições das escolas estaduais. Também fizeram parte do ato cerca de 1.000 cartas de alunos que pedem melhoria aos representantes do Legislativo e do Executivo. A categoria luta por um piso salarial de R$ 1.312, pagamento de hora atividade para os interinos e melhor infraestrutura das escolas. Segundo o secretário de Finanças do Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso (Sintep), Orlando Francisco, o governo precisa ter maior responsabilidade e respostas concretas às reivindicações da categoria. Ele disse que o governo estadual não está investindo nem o mínimo de 35% na educação e que isso fere a Constituição. A professora de história Aparecida Nátia Lara Ortega, de Chapada dos Guimarães, destacou entre os problemas estruturais a insuficiência do refeitório e problemas de ventilação, realidade da escola em que leciona, o fato de as escolas não estarem aptas a receber alunos portadores de necessidades especiais. Ela queixou-se da falta de diálogo do Executivo com a classe. Diante das dificuldades, a professora conclui que fica a responsabilidade para a gente, que tem que dar conta dos alunos. Ela ficou contente, porém, com a união dos professores o que dá um gás é que a categoria é muito unida. Durante setembro, os professores devem cumprir uma agenda definida pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação. Dia 16 haverá aulas sobre piso salarial, carreira e o Plano Nacional de Educação e lançamento de concurso sobre os 10% do PIB da Educação (outra luta da classe). Para o fim deste mês está prevista uma audiência do Sintep com a Seduc para tratar do assunto. (DS)