CIDADES
Sexta-feira, 09 de Setembro de 2011, 20h:25
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EDUCAÇÃO EM MT
Professores fazem manifesto na 2ª
DAFNE SPOLTI
Da Reportagem
Professores da rede estadual de ensino de Mato Grosso continuam suas reivindicações segunda-feira. Apesar da suspensão da greve em julho, a categoria ainda se organiza. Já fizeram ato em agosto e, na segunda-feira, irão passar o dia todo em frente à Secretaria de Estado de Educação, desde as 8 horas da manhã. As reivindicações dos professores são um piso salarial de R$ 1.312, e pagamento de hora atividade (preparação de aula, correção de trabalhos) para os professores interinos. Segundo Vânia Miranda, secretária-geral do Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso (Sintep), a greve deflagrada em junho foi suspensa por pressão do Estado, que fez ameaças de cortar o ponto e demitir professores. Apesar da suspensão, Vânia disse que os professores não se sentem frustrados já que, mesmo com a pausa, a greve teve muita força, adesão de 90% da categoria logo no início da luta. Ela lamentou apenas a pressão do Estado contra a categoria e garantiu que as mobilizações continuam de acordo com decisão de assembleia geral da categoria. Conforme o Sintep, o Executivo de Mato Grosso tem total possibilidade de pagar o piso de R$ 1.312. O Sindicato considera que o superávit primário em Mato Grosso (de janeiro a abril de 2011), ou seja, a diferença entre o que foi arrecadado e a quantia gasta é de R$ 775 milhões. A estimativa era de apenas R$ 329,7. O restante, R$ 445,3, que não estava na meta do Orçamento, segundo o Sintep, é um dinheiro que o Estado deixou de gastar com a população. Com o piso exigido pela categoria, o governo estaria utilizando apenas R$ 26 milhões, ou seja, 5,83% da parte não estimada do superávit primário. Além do piso e do pagamento hora/aula para interinos, a luta dos professores da rede estadual é pela educação de qualidade, o que inclui melhor estrutura das escolas. A secretária-geral do Sintep disse que durante a paralisação de segunda-feira, será apresentado um dossiê sobre as estruturas das escolas públicas geridas pelo Estado. Além disso, cartas de alunos também devem ser lidas durante a manifestação.